Nesta segunda-feira (5), manifestações ocorreram nas proximidades do Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova Iorque, horas antes da apresentação forçada do presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, diante do órgão judicial. Os atos exigem a libertação imediata do mandatário e denunciam que ele foi sequestrado ilegalmente em Caracas durante a madrugada de sábado (3), junto com Cilia Flores.
As mobilizações também foram registradas em diferentes pontos da cidade e se somam a concentrações do fim de semana em frente ao Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, onde Maduro e Cilia Flores estariam detidos em áreas isoladas.
Entre palavras de ordem como “América Latina não é de vocês!” e “Não mais golpes de Estado!”, os manifestantes afirmam que o governo Donald Trump cometeu um crime ao invadir um país soberano para capturar seu chefe de Estado. Para os movimentos sociais, trata-se de uma ação de agressão e saque, usando o pretexto do narcotráfico para encobrir interesses energéticos e o controle de recursos naturais.
Os organizadores também defenderam que a gravidade do caso se relaciona ao fato de Estados Unidos e Venezuela serem membros da Organização das Nações Unidas, submetidos à Carta da ONU. Segundo o texto divulgado pelos manifestantes, a ação unilateral de Washington viola os artigos 1º e 2º e o Capítulo VII, que proíbem o uso da força ou sua ameaça, além de ferir a Resolução 3314, que define agressão como uso de força armada contra a soberania de outro Estado, e a Resolução 2625, sobre relações pacíficas.




