A bandeira da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) apareceu em uma mobilização anti-imperialista no México. Organizações populares manifestaram apoio à luta pela terra no Brasil durante a Jornada Continental de Luta em Nossa América, campanha promovida entre 12 e 27 de outubro contra a intervenção dos Estados Unidos na região.
A atividade foi divulgada pela Frente do Povo – Sol Rojo e por integrantes da Liga Anti-imperialista Internacional. Em Oaxaca, representantes de movimentos estudantis, populares e de trabalhadores da educação se reuniram no dia 17 para discutir militarização e ingerência estrangeira. A solidariedade à LCP foi uma das decisões políticas apresentadas ao fim do encontro.
No Brasil, a Liga enfrenta a pressão dos grandes proprietários e denuncia ameaças às famílias organizadas em Rondônia. Em comunicado de 19 de outubro, afirmou que continuaria sua atividade apesar das intimidações. O DCO noticiou acusações feitas pela LCP contra o ex-comandante da PM Régis Braguin e a convocação de apoio aos camponeses que pretendiam realizar uma assembleia.
Defender uma assembleia camponesa é defender a possibilidade de as famílias decidirem como lutar por sua permanência na terra. A produção organizada por trabalhadores ligados à LCP já mostrou seu resultado fora dos conflitos policiais: em uma feira no norte de Minas, foram vendidos alimentos cultivados pelas próprias famílias, entre eles feijão, farinha, hortaliças e frutas.
O gesto das organizações mexicanas dá projeção a essa luta. Sindicatos e movimentos populares brasileiros podem fazer o mesmo onde a solidariedade é mais necessária: diante das ameaças, das tentativas de despejo e da repressão aos camponeses.





