A Confederação Israelita do Brasil (Conib) publicou um novo levantamento sobre o suposto crescimento do antissemitismo no País. A Folha de S. Paulo repercutiu o documento, como costuma fazer o cartel da imprensa burguesa, 100% sionista e propagandista do genocídio contra os palestinos.
Levantamentos desse tipo são sempre feitos pelas entidades do lóbi sionista, ligadas ao Estado de “Israel”, e rapidamente noticiados pelo cartel da imprensa burguesa, que é 100% sionista e propagandista do genocídio contra os palestinos.
Também são levantamentos fraudulentos, porque eles partem do princípio farsesco de que críticas nas redes sociais ao regime terrorista de “Israel” é antissemitismo. Esse é o princípio propagandeado pelo sionismo e suas entidades: antissionismo é igual a antissemitismo, defesa da Palestina é antissemitismo, crítica ao regime ilegítimo e artificial de “Israel” é antissemitismo.
Não. Antissemitismo é o ódio e repulsa aos semitas por serem semitas, incluindo os judeus por serem judeus, por sua fé judaica, por seus costumes e tradições. E isso não é um fenômeno que exista no Brasil atualmente, como já existiu por muito tempo na Europa ou mesmo por um tempo no Brasil, embora não com tanta força.
Não existem pogroms, proibições nem perseguições a judeus no Brasil. Pelo contrário: as entidades que se autointitulam representativas da comunidade judaica são bem recebidas por todas as autoridades, são inclusive privilegiadas. Basta ver que governos estaduais e municipais estão adotando a cartilha da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto, uma entidade sionista ligada ao Estado de “Israel”, que define as críticas ao regime israelense como antissemitismo. Ou eventos do próprio governo federal com o lóbi sionista, como o organizado por Clara Ant.
Não existe nenhuma outra nacionalidade ou religião que tenha recebido tanto apoio das autoridades do Estado brasileiro nos últimos anos como os judeus.
Basta comparar com o que ocorre com os muçulmanos, árabes, palestinos e seus apoiadores: a Polícia Federal sequer deixa-os entrar no Brasil, sendo detidos e interrogados ao chegarem ao Aeroporto de Guarulhos, depois extraditados. É uma política filial do Mossad, que acobertou a fuga de um soldado criminoso de guerra no ano passado.
Diversos políticos de direita também têm destilado propaganda abertamente discriminatória contra muçulmanos e membros das comunidades árabes e islâmicas no Brasil nos últimos tempos, e abertamente contra os costumes e a religião islâmica, como o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança. Membros de entidades palestinas, como o dirigente do Ibraspal, Ahmed Shehada, estão sendo processados judicialmente, ou seja, perseguidos judicialmente. Defensores da causa palestina também.
Ademais, basta comparar com a Europa do século XIX, quando judeus não tinham direitos (assim como outras nacionalidades oprimidas), ou com a opressão aos negros nos EUA até meados do século passado.
Ou mesmo se compare com o racismo no Brasil hoje: os negros são oprimidos, têm na prática menos direitos que os brancos, recebem salários menores, vão menos à escola e à universidade, moram em habitações piores. As mulheres também, em relação aos homens.
Os judeus não. Na verdade, em São Paulo se um cidadão passear por bairros ricos como os Jardins, ele verá almofadinhas de quipá com seus conversíveis.
Os indicadores sociais tampouco mostram os judeus entre os grupos oprimidos no Brasil. Tabulações do Censo de 2010 publicadas por O Globo em 2 de julho de 2012 revelaram que o judaísmo apresentava a maior renda média entre as religiões com pelo menos 100 mil adeptos.
A renda média por pessoa era de R$4.701,00. Entre os judeus com mais de 25 anos, 62% tinham ensino superior completo, o maior índice entre todas as denominações pesquisadas.
Judeus e espíritas apareciam nas maiores faixas de renda e escolaridade. No caso dos judeus, o cientista político Cesar Romero Jacob, da PUC-Rio, apontou a forte participação no setor empresarial e a concentração nas classes A e B.
Esses dados mostram a posição social do grupo no País. Os judeus não estão submetidos às condições econômicas impostas aos negros, aos trabalhadores pobres e às demais parcelas oprimidas da população.
Além disso, a maioria dos grandes empresários, banqueiros e bilionários são sionistas, defendem “Israel” e são inimigos da Palestina e dos povos oprimidos pelo sionismo, além de muitos deles se autodeclararem judeus.
A propaganda sobre aumento do antissemitismo é uma farsa. Trata-se de uma forma de tentar calar os críticos do sionismo.
Mas não é só isso: é mais um pretexto para censurar as redes sociais e a Internet. Os próprios levantamentos fabricados pelo lóbi sionista indicam que esse antissemitismo seria veiculado sobretudo pela internet.
Essa campanha coincide com a forte ofensiva da burguesia e do imperialismo contra a liberdade de expressão e informação na internet, a censura de redes sociais inteiras, fora os perfis, páginas e publicações de usuários. A internet é uma revolução na comunicação e na organização dos verdadeiros oprimidos, por isso a ofensiva do Imperialismo para censurá-la.
O lóbi sionista, mais uma vez, dá a sua contribuição para o fortalecimento de uma ditadura contra todo o povo – inclusive contra os próprios judeus comuns.


