A política neoliberal de privatizações e destruição das economias nacionais levou a situações de revoltas e descontentamentos, permitindo que diversas lideranças nacionalistas de esquerda chegassem aos governos.
Diante da dificuldade de impor controle completo sobre esses governos, bem como de derrotá-los pela via eleitoral, o imperialismo adotou a política de perseguição judicial contra essas lideranças.
Foi o caso dos processos-farsa do Mensalão contra lideranças do Partido dos Trabalhadores(PT); da Operação Lava Jato contra Lula e outros dirigentes do PT. Também em outros países da América Latina: Cristina Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Pedro Castillo (Peru), entre outros, resultando em prisões e golpes.
Contra Bolsonaro
No Brasil, a burguesia e o imperialismo buscam impor a eleição de algum representante totalmente capacho de seus interesses. Para isso, adotou a política “Nem Lula, nem Bolsonaro”, visando eliminar das próximas eleições os dois candidatos que têm maior apoio popular.
No caso de Jair Messias Bolsonaro, foi realizado um novo processo-farsa pelo Judiciário, que levou à condenação de 27 anos de prisão, impedindo-o de participar das próximas eleições.
Esquerda apoiou
As principais lideranças do governo Lula, do PT e os demais partidos de esquerda, com exceção do PCO, apoiaram abertamente a perseguição judicial contra Bolsonaro, as arbitrariedades de Alexandre de Moraes e do STF, sob o pretexto da “luta contra o fascismo” e acreditando que, excluindo Bolsonaro, o bolsonarismo estaria enfraquecido e o presidente Lula estaria reeleito automaticamente.
A política de perseguição judicial não só não produziu os resultados esperados, mas pelo contrário, fortaleceu o bolsonarismo. Isso pode ser comprovado pelo peso que esse setor direitista mantém no Congresso Nacional, pressionando e impondo derrotas ao governo Lula. E também pelo conjunto das pesquisas eleitorais que, com pequenas diferenças, indicam, mesmo após a condenação, que a família Bolsonaro continua com grande apoio popular para as próximas eleições.
Várias dessas pesquisas indicam que, embora o presidente Lula esteja um pouco à frente, um candidato da família Bolsonaro (Jair, Flávio ou Michele) pode estar no segundo turno enfrentando o petista com muita proximidade ou ser decisivo no apoio a um candidato de confiança do grande capital.
Tudo isso comprova que o enfrentamento precisa se dar no campo da luta política e que a perseguição judicial só favorece a burguesia e o imperialismo.




