Luan Monteiro, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao governo do Rio de Janeiro, apresentou as propostas do Partido para a segurança pública e a economia durante entrevista à TV Globo. A emissora informou que a rodada reunia os concorrentes que não alcançaram 5% das intenções de voto na pesquisa citada pelo canal.
A primeira pergunta tratou dos territórios dominados por organizações criminosas. Monteiro começou alertando que a eleição de um governador, isoladamente, não resolverá a violência e os demais problemas enfrentados pela população.
“Primeiro, a gente acha importante esclarecer que não é só através das eleições que a gente resolve todos os problemas. Aquele candidato que chega aqui e se propõe a resolver todos os problemas, principalmente da segurança pública, talvez esteja enganando vocês. A gente acha importante travar uma luta pela legalização total de todas as drogas. Também defendemos a organização popular para fazer a sua própria segurança e a dissolução da Polícia Militar. Não temos nenhuma crença de que as instituições, como estão hoje, sejam capazes de garantir a segurança dos trabalhadores. Somente os trabalhadores, a partir de suas próprias organizações e elegendo seus representantes, podem fazer a sua própria segurança. O combate ao crime passa pela organização dos trabalhadores”, declarou.
A legalização de todas as drogas retiraria das organizações criminosas uma de suas principais fontes de renda, atingiria a corrupção policial alimentada pelo comércio clandestino e encerraria a política de guerra contra a população pobre das favelas.
Luan também defendeu a dissolução da Polícia Militar. Em seu lugar, os moradores devem organizar comitês de autodefesa e eleger seus representantes para cuidar da segurança. A PM é uma instituição separada da população, controlada pelo Estado e usada para reprimir os trabalhadores.
Na parte econômica, o representante do PCO apontou a destruição da indústria fluminense nas últimas décadas. Sua proposta é recuperar as empresas entregues aos capitalistas e usar as riquezas do estado, principalmente o petróleo, para criar empregos e melhorar as condições de vida.
“Para a economia, a gente acha importante discutir não só no nível estadual, mas pensar em um problema geral do País, que é a reindustrialização. No Rio de Janeiro, temos várias indústrias que foram destruídas ao longo dos últimos 20 ou 30 anos. Precisamos recuperar e reestatizar a Cedae, nossa empresa de água. Também temos outras empresas estratégicas, como as de luz e telefonia. Todas precisam passar por um processo de reestatização. Ao mesmo tempo, devemos defender a industrialização do nosso estado, que é muito rico em petróleo, fazendo com que esse processo gere mais empregos e retome um período mais digno para os trabalhadores, para que possam usufruir das grandes riquezas que o nosso País tem. A reestatização da Petrobrás e da Eletrobrás, empresas nacionais importantíssimas, também faz parte da nossa discussão. Sem reverter a desindustrialização, não há como resolver o problema. Chamamos os trabalhadores a se mobilizarem conosco e defenderem essas reivindicações”, afirmou.




