O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou neste sábado (3) uma nota em solidariedade ao povo venezuelano após as notícias do ataque norte-americano à Venezuela e do sequestro do presidente Nicolás Maduro. O movimento classifica a ofensiva como “ação de guerra e de saque” e denuncia o governo Donald Trump por atos de agressão contra a soberania venezuelana.
No texto, o MST afirma que a agressão é o ponto máximo de uma sequência de ataques que se estende há anos e que tem como alvo a Revolução Bolivariana. A nota também menciona a escalada das últimas semanas, com cerco e mobilização de meios militares na região, e sustenta que a política de Washington visa submeter o país para controlar seus recursos, em especial o petróleo.
O movimento denuncia ainda o sequestro de navios petroleiros e afirma que a operação mostra o caráter de saque por trás da ofensiva. Além disso, acusa o governo dos EUA de retomar a Doutrina Monroe para reafirmar a América Latina como área de domínio do imperialismo.
Ao final, o MST convoca organizações populares do Brasil e do mundo a se somarem em solidariedade, informa que seus militantes na Venezuela estão em segurança e reafirma apoio ao povo venezuelano.
Nota na íntegra:
MST está com o povo venezuelano
Na madrugada deste sábado (3), recebemos as notícias do ataque criminoso do imperialismo estadunidense à Venezuela. A ação é o ponto máximo de uma série de agressões que há anos já ocorre à soberania daquele país. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra reafirma sua solidariedade ao povo venezuelano e denuncia o governo Trump por seus atos de guerra.
O imperialismo nunca aceitou o povo venezuelano tomar em suas mãos o futuro daquele país, por meio da Revolução Bolivariana. Desde quando o comandante Chávez estava à frente da Revolução, o imperialismo sempre buscou combater a soberania popular conquistada. Sua intenção é fazer com que a Venezuela volte a estar de joelhos, entregando seu petróleo aos EUA, assim como era antes da Revolução.
As tentativas de desestabilização, embargos, golpes, boicotes e outras formas de ação são armas utilizadas pelo imperialismo para derrotar a Revolução. E, nos últimos meses, vimos uma escalada destas agressões, com a mobilização de navios de guerra, aeronaves militares e fuzileiros navais dos EUA.
O ataque deste sábado é uma ação de guerra e de saque. Os sequestros de navios petroleiros nas últimas semanas evidenciaram que o único interesse dos EUA não é por “democracia” ou “liberdade”, mas por petróleo. Trump se tornou o maior pirata da atualidade. Não suficiente, também sequestraram o Presidente Nicolás Maduro.
Além disso, o governo estadunidense repete sua fórmula de intervenções militares na América Latina. Resgataram a Doutrina Monroe, para afirmarem que nossa região é o quintal do imperialismo. Os EUA temem a possibilidade de perder sua influência para iniciativas populares e anti-imperialista desde o Sul Global.
Enquanto MST, reafirmamos nossa solidariedade histórica ao povo venezuelano e à Revolução Bolivariana. Estaremos ao lado daquele povo que ousa desafiar o imperialismo e serem protagonistas de seu futuro.
Informamos que nossos estudantes, militantes e dirigentes que cumprem tarefas na Venezuela estão em segurança e em locais que não foram atacados. Internamente às nossas instâncias, manteremos nossas famílias informadas.
Convocamos todas as organizações populares do Brasil e do mundo a se somarem em solidariedade à Venezuela. Nossas/os irmãs e irmãos daquele país necessitam do apoio do povo brasileiro.
Viva o povo venezuelano!
Fora imperialismo! Tire as mãos da América Latina!
São Paulo, 3 janeiro de 2026





