Oriente Próximo

Mossad promove campanha pública de recrutamento de espiões no Irã

O Mossad intensificou sua campanha de interferência aberta na República Islâmica do Irã ao lançar anúncios de recrutamento de espiões em plena onda de protestos violentos

O Mossad, agência de inteligência de “Israel”, intensificou sua campanha de interferência aberta na República Islâmica do Irã ao lançar anúncios de recrutamento de espiões em plena onda de protestos violentos que buscaram atacar várias cidades iranianas em janeiro de 2026. A revelação, exposta pela investigação do site The Grayzone, demonstra mais uma vez como o sionismo e o imperialismo utilizam ferramentas digitais para fomentar o caos interno e tentar desestabilizar governos independentes que resistem à dominação imperialista.

De acordo com a matéria publicada em 19 de janeiro de 2026, o Mossad aproveitou os tumultos, descritos pela imprensa imperialista como “protestos antigoverno”, mas marcados por violência extrema, destruição de propriedades e centenas de mortes de forças de segurança iranianas para publicar anúncios em persa nas redes sociais. Em 14 de janeiro, a conta @payameabi no X (antigo Twitter), associada à inteligência israelense, divulgou mensagens explícitas de recrutamento. Os textos prometiam proteção, recompensas financeiras e apoio direto aos manifestantes, afirmando que “os dias finais do regime chegaram” e que o Mossad planejava “os golpes finais contra o regime”. Um dos anúncios dizia: “Nossa organização ouviu a voz do povo do Irã e está planejando os golpes finais contra o regime. Seus compatriotas dentro do Irã estão engajados em uma luta fatal, e pretendemos ajudar vocês”.

Os materiais incluíam vídeos e imagens geradas por inteligência artificial, mostrando supostos manifestantes confrontando forças de segurança em cenas dramáticas, com o objetivo de atrair iranianos da diáspora e do interior do país a fornecer informações sobre setores sensíveis, como nuclear, segurança e indústrias estratégicas.

O que torna essa operação ainda mais escandalosa é o método utilizado para veicular os anúncios: o Mossad comprou espaços publicitários via Google Ads (incluindo YouTube) por meio da Desi Banks Productions LLC, empresa registrada em nome do comediante americano Desi Banks, de Atlanta. Banks, conhecido por curtametragens de comédia urbana e sem qualquer perfil político declarado, teve sua empresa usada como fachada para mascarar a origem sionista da campanha. Registros de transparência de anúncios do Google confirmam que a empresa veiculou conteúdos em persa direcionados a iranianos no exterior.

Após a publicação da reportagem do Grayzone, o Google suspendeu a conta da Desi Banks Productions LLC por “violações graves” de suas políticas. O próprio comediante negou qualquer envolvimento consciente, declarando publicamente: “Eu tenho filhos e nunca na vida me envolveria em algo assim”. A negação, porém, não altera o fato de que sua empresa serviu de canal para uma operação de espionagem estrangeira.

O Mossad já havia assumido publicamente responsabilidade ao menos parcial pelos distúrbios: em 29 de dezembro de 2025, postou que seus agentes estavam “no campo” ao lado dos manifestantes. Figuras como o ex-diretor da CIA Mike Pompeo aplaudiram abertamente a presença de agentes israelenses nas ruas iranianas, enquanto correspondentes sionistas admitiram que “atores estrangeiros” armaram manifestantes com armas de fogo, o que explicaria as centenas de mortes de pessoal das forças da Revolução Islâmica iraniana.

Essa tática não é nova. Campanhas semelhantes, reveladas em setembro de 2025 pelo pesquisador Jack Poulson, usaram a mesma empresa para recrutar familiares de cientistas nucleares iranianos em países como Alemanha, França e outros, em pelo menos 19 nações. O padrão é claro: o sionismo, aliado às forças imperialistas dos Estados Unidos, busca infiltrar, subverter e preparar o terreno para operações de mudança de regime no Irã, explorando crises econômicas e sociais provocadas por bloqueios econômicos para fomentar violência golpista dentro do país.

A República Islâmica do Irã enfrenta mais uma tentativa imperialista, com apoio sionista, de desestabilização, semelhante às que ocorreram em 2022 e agora em 2026, com múltiplas agências envolvidas em tramas para armar provocadores para fomentar o caos e atacar de militares a civis de forma indiscriminada. 

Operações como essa, que utilizam até um comediante comum como cobertura, revelam o desespero do imperialismo, obrigado a apostar em uma guerra de baixa escala para enfraquecer um Estado que defende sua independência desde a Revolução Islâmica, devido à impossibilidade de dar um golpe de Estado pelas vias institucionais ou de obter êxitos pela via militar direta.

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