O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) afirmou que os envolvidos na tentativa de assassinato do general Vladimir Alekseiev monitoraram outros altos funcionários do Ministério da Defesa russo, além do próprio alvo do atentado.
Alekseiev, primeiro vice-chefe da agência de inteligência militar russa (GRU), foi baleado na sexta-feira (6), no corredor do prédio onde mora, em Moscou. De acordo com o FSB, um terceiro suspeito foi detido e teria ajudado a revelar novos alvos da operação.
Segundo o órgão, o detido foi identificado como Pavel Vasin, cidadão russo na faixa dos 40 anos e filho de Viktor Vasin, apontado como cúmplice já preso. O FSB declarou que a confissão “ajudou a identificar” mais dois altos oficiais do Ministério da Defesa que teriam sido monitorados com o objetivo de preparar “novos atos de sabotagem e terrorismo”, atribuídos pela Rússia ao serviço de segurança ucraniano.
O principal suspeito, Liubomir Korba, cidadão russo nascido na Ucrânia e com 65 anos, foi preso nos Emirados Árabes Unidos a pedido da Rússia e transferido para Moscou no fim de semana. As autoridades ucranianas negaram envolvimento.
O FSB afirmou que Pavel Vasin forneceu equipamentos e veículos para a vigilância e teria ajudado na obtenção da arma usada no atentado, recolhida de um esconderijo. Ainda de acordo com investigadores, Korba declarou ter sido recrutado em agosto e teria recebido promessa de US$30 mil para matar o general.
Alekseiev levou quatro tiros e permanece hospitalizado, em condição estável, consciente e capaz de falar, conforme relato da agência russa TASS, atribuído a fontes médicas. O chanceler Serguei Lavrov afirmou, na semana passada, que o ataque buscaria sabotar o processo de negociações. Delegações da Rússia, da Ucrânia e dos EUA realizaram nova rodada de conversas em Abu Dabi na semana anterior, com a delegação russa chefiada por Igor Kostukov, superior de Alekseiev no GRU.




