A família de Feliciano Macêdo do Nascimento confirmou a morte do ator e humorista, em Açailândia, na quinta-feira (25), aos 81 anos, após um infarto. Conhecido artisticamente como Feliciano Popó, ele ganhou projeção nacional ao interpretar o prefeito Zé Leitão no filme Ai que Vida, produção que se tornou um dos grandes sucessos de bilheteria do cinema nordestino.
Até a publicação das informações, a família e a produtora ainda não haviam divulgado oficialmente o horário e o local do velório e do sepultamento. A ausência desses detalhes mantinha admiradores e pessoas ligadas ao audiovisual aguardando orientações para as despedidas.
Feliciano Popó ficou marcado para seus admiradores pelo papel de Zé Leitão, personagem lembrado por falas e cenas que circularam por anos entre fãs do filme. Ai que Vida se tornou uma obra de forte apelo popular, especialmente no Nordeste, e ajudou a projetar artistas fora dos grandes centros de produção cinematográfica. O humor direto, os personagens caricatos e a circulação intensa em cópias físicas e pela internet deram ao longa uma sobrevida rara, segundo admiradores.
O personagem interpretado por Popó consolidou sua imagem pública. Mesmo anos depois do lançamento, cenas envolvendo Zé Leitão continuaram a ser compartilhadas nas redes sociais e citadas por inúmeras pessoas. A permanência do personagem na memória popular indica o alcance do filme para além de sua estrutura simples e de seu orçamento reduzido.
A trajetória de Feliciano Popó se mistura com a força de um cinema regional feito com recursos limitados, mas capaz de criar identificação imediata com o público. O sucesso de Ai que Vida não dependeu de grandes salas, campanhas caras ou aparato industrial. O filme cresceu pela recepção popular, pelo boca a boca e pelo reconhecimento de personagens que pareciam próximos da vida cotidiana de muitas cidades do interior.
A repercussão da morte expressa esse vínculo. Admiradores lembraram o ator como um dos rostos mais conhecidos da produção. A perda atinge não apenas familiares e amigos, mas também um circuito cultural que viu no filme uma demonstração de que o humor nordestino podia alcançar público amplo com linguagem própria.


