A fadista portuguesa Maria Alcina Pinto da Costa Duarte morreu na última quarta-feira (28), aos 86 anos de idade, na cidade do Rio de Janeiro. A notícia do falecimento foi confirmada pelo Clube Português de Niterói, instituição onde a artista se apresentou em diversas ocasiões ao longo de sua carreira. Maria Alcina residia no Brasil há mais de sete décadas, tendo se estabelecido no país em 1953, após deixar sua terra natal, a aldeia de Cetos, no município de Castro Daire, em Portugal.
Ao longo de sua trajetória profissional, ela se consolidou como uma das principais vozes do fado fora do território português, atuando ativamente na preservação e na difusão do gênero musical em palcos, centros culturais e eventos da comunidade luso-brasileira. No Rio de Janeiro, sua atuação foi marcada pela fundação da casa de fados A Desgarrada, localizada em Ipanema, que se tornou um ponto de referência para músicos e entusiastas da cultura lusitana durante seus anos de funcionamento.
O reconhecimento pelo seu trabalho ocorreu tanto no Brasil quanto em Portugal. Em sua cidade natal, Castro Daire, Maria Alcina foi homenageada com o nome de uma avenida próxima ao estádio municipal. Além disso, ocupava o posto de comendadora da Confraria dos Saberes e Sabores da Beira Grão Vasco. Recentemente, em julho de 2025, a fadista recebeu a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas no grau Ouro, entregue pelo governo de Portugal em cerimônia realizada no Real Gabinete Português de Leitura, no centro do Rio.
O velório foi programado para esta quinta-feira, entre as 10h e 14h, no Salão Nobre da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, na Tijuca. O corpo da artista seguirá para o Memorial do Carmo, no Caju, onde o sepultamento foi agendado para o período da tarde.





