Irã

Manifestantes da CIA queimam pessoas vivas e assassinam criança de 3 anos

Autoridades iranianas denunciam escalada da violência por parte dos manifestantes pró-imperialistas no país

O Irã viveu nesta sexta-feira o 13º dia consecutivo de distúrbios marcados por ações armadas contra civis e forças de segurança, após protestos econômicos serem transformados em ataques coordenados pelos serviços de inteligência do imperialismo. A televisão estatal iraniana informou que um agente de segurança foi queimado vivo em Marvdasht, na província de Fars, e que uma criança de três anos foi assassinada a tiros em Kermanshah, no oeste do país, quando manifestantes armados abriram fogo.

Em Teerã, o correspondente da emissora libanesa Al Mayadeen relatou um ataque de grande porte na zona leste da capital, com vandalismo, incêndios e confrontos. Segundo o relato, tiros e enfrentamentos com munição real foram ouvidos na região enquanto as autoridades contiveram grupos descritos como quadrilhas armadas.

Mortes e ataques em várias províncias

A TV estatal informou na quinta-feira que dois integrantes das forças de segurança foram assassinados por manifestantes armados em Qom. Em outro episódio, os veículos estatais exibiram imagens da prisão de um grupo armado na província de Lorestan. A polícia iraniana também comunicou a morte do chefe de polícia do distrito de Holilan, na província de Ilam, em meio aos acontecimentos.

Em Marvdasht, ainda segundo as emissoras estatais, um agente de segurança foi incendiado e morreu queimado, em um caso descrito como terrorismo. Em Kermanshah, a mesma rede de comunicação noticiou a morte de uma bebê de três anos após disparos feitos por grupos armados. O pai afirmou que a filha foi atingida quando ele tentava obter remédios para um parente doente.

Em Hamedan, a imprensa estatal registrou seis mortos e danos extensos a propriedades públicas e privadas durante tumultos noturnos. Também foram noticiadas mortes do promotor de Esfarayen e de agentes de segurança em Khorasan do Norte. Em Khuzestan, foi informado o incêndio do santuário Imamzadeh Sabzeqaba, em Dezful. A televisão estatal declarou que os envolvidos utilizaram explosivos, armas de fogo e armas brancas, provocando vítimas entre civis e forças de segurança.

Teerã prende agentes do Mossad e denuncia operação estrangeira

As autoridades iranianas afirmam que a violência foi organizada e dirigida do exterior. De acordo com declarações oficiais, o Mossad atua em nome de “Israel”, em coordenação com os Estados Unidos, para produzir caos, desestabilização e destruição social, preparando o terreno para uma nova agressão contra o país.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) anunciou a detenção de vários envolvidos, incluindo agentes do Mossad, responsáveis por organizar ações armadas em diferentes áreas. Autoridades de segurança em Teerã informaram ainda a prisão de um operador do Mossad que atuava entre manifestantes. Segundo as autoridades, ele confessou que recebia orientações táticas por redes sociais como Instagram e Telegram, a partir da Alemanha, com a missão de recrutar jovens para violência de rua e registrar ocorrências fabricadas para difusão por veículos estrangeiros.

O Estado iraniano também comunicou uma ofensiva contra guerra digital coordenada. Em Teerã, 40 pessoas foram presas por usar ferramentas de inteligência artificial para produzir e disseminar imagens e vídeos falsos, combinados com gravações antigas, com o objetivo de ampliar a sensação de caos. Segundo as autoridades, a identificação ocorreu por operações técnicas e de inteligência, e o material foi removido com acompanhamento judicial.

Sanções dos EUA e a origem econômica dos protestos

Os protestos começaram nos grandes bazares de Teerã, com comerciantes denunciando a inflação e o derretimento do poder de compra, resultado direto das sanções norte-americanas. A crise se intensificou depois que o Banco Central encerrou uma política que garantia a certos importadores acesso a dólares a taxas preferenciais, levando a aumentos abruptos de preços, fechamento de lojas e revolta de pequenos comerciantes.

As autoridades reconheceram o peso das dificuldades econômicas e informaram que medidas estavam em curso para estabilização. Em meio à crise, Mohammad Reza Farzin deixou a presidência do Banco Central, em uma mudança apresentada como resposta à situação.

Araghchi, Khamenei e Larijani reafirmam reação do Estado

Em visita ao Líbano, o chanceler Abbas Araghchi declarou que os Estados Unidos e “Israel” atuam diretamente para inflamar os acontecimentos. “Isto é o que os norte-americanos e os israelenses afirmaram: que estão intervindo diretamente nos protestos no Irã”, disse. Para ele, o objetivo é “transformar protestos pacíficos em divisivos e violentos”.

O líder da República Islâmica do Irã, aiatolá Saied Ali Khamenei, condenou os ataques contra patrimônio público e rejeitou a ingerência externa. “Todos sabem que o Irã não vai recuar nem um pouco dos seus princípios”, afirmou. Khamenei declarou ainda que “um número de desordeiros está tentando agradar o presidente dos EUA ao destruir propriedade pública”, e advertiu que o país não tolera colaboradores do imperialismo.

Já o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, disse em entrevista televisionada que forças de segurança e Judiciário responderão “da forma mais forte” contra elementos ligados ao exterior que atuem armados e promovam ataques organizados. Larijani também descreveu ações dirigidas contra símbolos nacionais e religiosos, como a bandeira do país, mesquitas e o Alcorão, além de ataques a estátuas de Qassem Soleimani. Segundo ele, as autoridades apreenderam fuzis G3, pistolas e outras armas, confirmando planejamento e distribuição prévia de armamento, e frustraram tentativas de atacar centros militares e policiais.

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