Uma tempestade de inverno de grande extensão atinge os Estados Unidos e já deixou pelo menos 38 mortos, além de provocar apagões, interrupções de transporte e acúmulo expressivo de neve e gelo em várias regiões. O balanço foi compilado pela AFP a partir de dados de governos estaduais e registros divulgados localmente.
As mortes associadas ao evento incluem hipotermia e acidentes em rodovias, além de ocorrências envolvendo equipamentos e atividades típicas do período de nevascas. No Texas, três irmãos, com idades entre seis e nove anos, morreram após cair em um lago congelado ao norte de Dallas. Em Nova Iorque, o prefeito Zohran Mamdani informou que ao menos 10 pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o frio extremo, com apuração das causas em andamento. No Maine, sete pessoas morreram com a queda de um pequeno avião durante uma nevasca, conforme a Administração Federal de Aviação.
Os impactos na rede elétrica atingiram estados como Tenessi, Texas, Mississipi e Luisiánia, com quase meio milhão de residências e empresas sem eletricidade, de acordo com dados do Poweroutage.com. Em regiões do sul, a formação de gelo, menos comum em alguns desses estados, tornou estradas intransitáveis e derrubou linhas de energia.
No setor aéreo, a paralisação foi ampla: o FlightAware registrou mais de 24,5 mil voos cancelados entre sábado (24) e terça-feira (27). Em várias cidades, equipes ainda trabalham na retirada de neve e gelo.
Houve registros de volumes elevados de neve em pontos específicos. Bonito Falls, no Novo México, chegou a 79 centímetros, enquanto East Napanoch, no norte do estado de Nova Iorque, acumulou 76 centímetros, segundo dados do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS). Em Boston, o acúmulo ultrapassou 58 centímetros, com moradores relatando dificuldades para limpeza e circulação.
O NWS alerta que a metade norte do país deve seguir com temperaturas abaixo de zero até 1º de fevereiro e que uma nova incursão de ar ártico pode prolongar o período de frio, inclusive com riscos em estados do sul. Meteorologistas também acompanham a possibilidade de outra tempestade na Costa Leste, embora sem definição sobre trajetória e intensidade.




