Após seu sequestro pelo governo norte-americano no dia 3 de janeiro, o presidente venezuelano Nicolás Maduro realizou sua primeira declaração pública: “estamos bem, somos lutadores”. A declaração foi a público através de seu filho Nicolás Maduro Guerra no último sábado (10).
Deputado da Assembleia Nacional da Venezuela, o filho de Maduro recebeu a mensagem de seu pai dada em recado pelos advogados contratados para o defenderem de seu julgamento político nas cortes norte-americanas.
A declaração de Maduro vem direto de seu cárcere em Nova Iorque. Dias depois da declaração de Maduro, o Ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, fez a sua própria, reforçando a necessidade da unidade nacional, no apoio da presidente interina Delcy Rodríguez ante ao sequestro do presidente eleito.
Segundo Padrino López, diante do sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores e da agressão militar, as Forças Armadas (FANB) declaram luto pelos mortos e apoio à presidente interina, Delcy Rodríguez. O ministro apela à união nacional, rejeitando intrigas e a divisão militar.
Segue a íntegra da declaração do ministro feita no seu perfil no X (antigo Twitter):
“Já se passou uma semana repleta de complexidades após a agressão militar que atingiu o coração da nossa soberania, com o sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da Primeira-dama, deputada Cilia Flores. Com a dor pelos nossos caídos em combate, heróis e heroínas desta pátria, desde a #FANB nos comprometemos a apoiar e acatar o chamado da Presidenta Encargada Dra. Delcy Rodríguez à unidade, nestes momentos difíceis e decisivos que vive a nossa República.
De nada ajuda à paz hoje a intriga; de nada ajuda à paz hoje o sectarismo; e de nada ajuda à paz a polarização estéril.É o momento da união nacional e da consciência histórica!
Do ponto de vista pessoal, digo a vocês que, nos momentos mais difíceis que atravessamos após a partida do nosso Comandante Chávez, evitar um derramamento de sangue entre venezuelanos e a divisão da FANB sempre guiou os meus propósitos. Por isso, reafirmo o meu chamado à unidade e à serenidade. O mesmo chamado que fiz em momentos cruciais como nos anos de 2014, 2017 e 2019, quando se acelerou o processo de agressões contra a nossa pátria, hoje o reitero com mais força do que nunca. Sou um militante da paz! Sem união, não haverá liberdade nem independência. União e Liberdade!”




