Na última sexta-feira (13), Célia Parnes, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e secretária-geral da Confederação Israelita do Brasil (CONIB) se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), desembargador Francisco Eduardo Loureiro, no Palácio da Justiça,
Conforme o próprio site da CONIB o encontrou aconteceu para discutir “temas relacionados às preocupações da comunidade com o crescimento do antissemitismo e do discurso de ódio no Brasil.” Ou seja, se trata de uma tentativa de pressionar ainda mais o Tribunal de Justiça de São Paulo a censurar e perseguir todos aqueles que de alguma forma defendem o povo palestino.
Pela Fisesp participaram a diretora jurídica Luna Harari, o diretor de relações governamentais, Daniel Kignel, e o presidente executivo Ricardo Berkiensztat. Pela CONIB estiveram presentes o advogado e secretário da entidade Rony Vainzof e a diretora jurídica Andrea Vainer. Participaram também integrantes do Comitê Jurídico da Fisesp/Conib.
Pelo Tribunal de Justiça de São Paulo participaram da reunião os desembargadores Roberto Nussinkis Mac Cracken, Daniel Blikstein e José Damião Pinheiro Machado Cogan, além do juiz assessor do TJSP, Airton Pinheiro de Castro.
“Durante o encontro, foi ressaltada a importância da atuação do Poder Judiciário no enfrentamento ao antissemitismo, especialmente na aplicação da legislação que equipara práticas antissemitas ao crime de racismo no Brasil.” Ressalta o site da CONIB.
A Conib destaca também que “a reunião teve também como objetivo fortalecer o diálogo institucional e discutir caminhos de cooperação com o sistema de Justiça para o enfrentamento ao discurso de ódio e a crimes motivados por intolerância.”
Essa reunião acontece logo após as redes sociais mostrarem um grupo de soldados israelenses, que vem passar suas férias em Itacaré na Bahia, hostilizando uma mobilização pró-palestina na cidade e que teve como desfecho a expulsão dos supostos turistas sionistas pela própria população brasileira. Incluindo a prisão de um desses israelenses.
Por outro lado, a questão da “equiparação de práticas antissemitas ao crime de racismo no Brasil” mostra bem para que serve esse tipo de política identitária. Todos os dias grupos identitários pedem o aumento da repressão, aumento de penas, multas, etc. para quem “pratica” racismo. Diante da situação fica bem claro onde essa sanha persecutória e pela punição dessa falsa esquerda deságua.





