Saied Ali Khamenei foi assassinado. Juntou-se aos grandes homens que lutaram pela libertação de seu povo, a exemplo de Iahia Sinuar, Ismail Hanié, Hassan Nassarelá e Qassem Soleimani. Tombou, como todos eles, de pé, de cabeça erguida, sem jamais se curvar diante da imundice e da arrogância dos opressores.
Khamenei juntou-se também às mais de 200 almas que partiram após um ataque que teve, entre suas vítimas, mais de uma centena de meninas em fase escolar. Juntou-se aos mais de três mil iranianos que morreram em “revoltas” armadas pelos mesmos criminosos que bombardearam o Irã enquanto prometiam negociar uma solução “pacífica” e “diplomática”.
O imperialismo norte-americano e o joguete que chamam de “Israel”, pai e filho, grande e pequeno satã, se uniram neste 28 de fevereiro para desferir um duro golpe contra a luta de todos os oprimidos. E, com isso, acabam de antecipar em anos, ou talvez em décadas, o seu próprio fim.
Quando dispararam contra a casa de Ali Khamenei, o imperialismo e o sionismo assassinaram vários homens. Mataram, em primeiro lugar, o líder de uma grande nação — uma das vinte mais populosas do mundo. E não um líder qualquer, não um burocrata como esses chanceleres alemães que governam, sabe-se lá como, com o apoio de menos de um quarto da população. Ali Khamenei era capaz de mobilizar milhões. De fazer o povo iraniano sair às ruas, em peso, para defender a sua própria dignidade.
Os monstros sionistas e imperialistas mataram também o grande líder do Eixo da Resistência — uma entidade que um setor da esquerda não consegue compreender, e que a imprensa venal não quer compreender. O Eixo da Resistência é uma aliança pela libertação dos povos pela única via possível: a luta armada e permanente até a rendição do inimigo. Uma coalizão de grupos que atuam em uma grande revolução que está em curso. Khamenei ocupava um papel único nessa revolução.
A revolução em que vive Khamenei irá inevitavelmente contaminar todo o mundo. E o Eixo da Resistência já expressa essa tendência. Sua capacidade de agrupar xiitas, sunitas, comunistas e tantas outras seitas e grupos políticos e religiosos mostram que o movimento transcende os aspectos particulares da luta dos povos.
Ainda assim, a religião cumpre um papel importante. E não no sentido reacionário ao qual a imprensa imperialista, levando setores da esquerda internacional a seu reboque, costuma propagar. O Islã cumpre um papel revolucionário, na medida em que unifica os povos de diferentes países na luta contra o agressor.
Por isso, podemos dizer que o sionismo e o imperialismo mataram um terceiro homem. O Aiatolá Saied Ali Khamenei era uma autoridade religiosa de grande envergadura. Semanas antes do monstruoso ataque contra o Irã, um importante dirigente do Ansar Alá afirmou que o assassinato do Líder levaria a um “ponto de não retorno” na luta contra o imperialismo, unificando toda a comunidade muçulmana em torno de sua própria defesa.
Os primeiros sinais disso já acontecem diante de nossos olhos. O povo iraquiano, que ainda não se livrou completamente da dominação norte-americana, já saiu às ruas em massa. A revolução contra o sionismo e o imperialismo chegou a um novo patamar.
Os comandantes da Guarda Revolucionária do Irã já prometeram defender o seu legado. E, corretamente, já anunciaram que o ato desesperado do imperialismo e do sionismo é sinal de que a vitória se aproxima.
A revolução seguirá inevitavelmente, agora sob a bênção eterna do grande líder do Eixo da Resistência.
Obrigado, Ali Khamenei.
Ó tu, alma em paz! Retorna ao teu Senhor.





