Milhares de jovens venezuelanos marcharam em Caracas na quinta-feira (8) exigindo a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, sequestrados por forças norte-americanas em 3 de janeiro.
Organizado por grupos estudantis, movimentos de base e pela Grande Missão Juventude Venezuela, o ato teve início nas proximidades das residências estudantis em frente à Praça Venezuela e seguiu em bloco até o centro da capital, com palavras de ordem em defesa da soberania nacional e contra a operação realizada pelos Estados Unidos.
Declarações durante a marcha
Nahum Fernández, secretário de mobilização do PSUV, declarou: “a voz da geração de ouro será ouvida diante do mundo”, e afirmou que interesses estrangeiros não devem “destruir os sonhos de um povo que decidiu ser livre”, citando o legado de Hugo Chávez.
Representantes da juventude do PSUV disseram que permanecerão nas ruas “em luta permanente” até o retorno de Maduro e Flores ao território venezuelano.
Reação popular e denúncia do sequestro
Mulheres também participaram de atos em Caracas e outras cidades. A prefeita da capital, Carmen Meléndez, enviou mensagem de apoio à presidenta encarregada, Delcy Rodríguez, e dirigentes como Diosdado Cabello destacaram o papel das mulheres na resistência à agressão externa.
O procurador-geral, Tarek Saab, classificou o episódio como ataque grave à soberania nacional e afirmou, em pronunciamento televisivo, tratar-se de “ataque militar terrorista”, advertindo que um precedente desse tipo ameaça qualquer país.





