No último dia 07, o economista norte-americano Jeffrey Sachs declarou, durante entrevista ao canal de Glenn Diesen, comentador político norueguês, que “estamos provavelmente nos primeiros dias da Terceira Guerra Mundial, e a questão será saber se isso será contido”.
Sachs afirmou que “nós já estamos em uma guerra global, porque há uma guerra em andamento no Hemisfério Ocidental. E mesmo com a atenção voltada para o Irã, Trump está sinalizando, de sua maneira nada sutil, que os EUA vão tomar Cuba”, acrescentando que “isso pode muito bem acontecer”. Ele continua: “a guerra no Oriente Médio agora se estende por todo o Oriente Médio”, avaliando igualmente que “a guerra entre o Paquistão e o Afeganistão talvez esteja de alguma forma relacionada a isso”.
Em determinado momento da entrevista, ao ser questionado se Rússia e China estariam apoiando o Irã na atual guerra, ele disse que “ficaria chocado [se não estivessem]. Absolutamente. Se a Rússia e a China não estivessem apoiando o Irã, por que não o fariam? Elas têm uma relação estratégica com o Irã. A China depende do Irã para o petróleo. Os Estados Unidos estão basicamente em guerra com a China e muito do que os Estados Unidos estão fazendo é realmente direcionado à China”.
Segundo Sachs, as guerras e conflitos que atualmente ocorrem no mundo estão intimamente ligados, em maior ou menor medida, à estratégia americana de tentar monopolizar e controlar os mercados de energia.
No entanto, o economista destaca que essa estratégia “não está funcionando muito bem, porque os estoques de energia estão sendo destruídos a cada hora” nesta nova guerra. Em consequência disso, Sachs avalia que está se desenvolvendo uma crise energética mundial que provavelmente será extremamente grave e que essa crise prejudicará a Europa consideravelmente, ameaçará profundamente os países asiáticos e, provavelmente, significará a disseminação da guerra.
Durante a entrevista, o economista norte-americano também destacou o papel de “Israel”, afirmando que a entidade sionista “mergulhou o mundo provavelmente na Terceira Guerra Mundial”, e, se não isso, “certamente em uma crise econômica fenomenal”. Segundo Sachs, “estamos em um momento extraordinariamente perigoso no mundo”.
Embora em determinado momento da entrevista ele cogite a possibilidade de que o curso em direção à Terceira Guerra Mundial seja contido, este parece inevitável. O imperialismo caminha necessariamente para a guerra; é um desenvolvimento necessário da luta de classes.
Em razão de seu enfraquecimento cada vez mais acelerado, produto da crise econômica dos monopólios financeiros — crise que não pode ser contida —, o imperialismo vai progressivamente perdendo o controle sobre os países oprimidos. Por sua vez, quanto mais os países oprimidos se desenvolvem e ocupam espaço no mercado mundial, mais aceleram o colapso dos monopólios financeiros, isto é, do próprio imperialismo. O que faz os países imperialistas recorrerem à força, isto é, à guerra, para tentar impedir que isso aconteça.
Por ser mais vulnerável que Rússia e China, o imperialismo atacou primeiro o Irã. Mas a guerra de agressão contra a República Islâmica já é o início da guerra contra a Federação Russa e a República Popular da China.




