Genocídio em Gaza

‘Israel’ torturou bebê de um ano para fazer o pai falar

Relatório médico apontou queimaduras de cigarro e perfurações na perna da criança, entregue à família dez horas depois pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha

Soldados de “Israel” torturaram uma criança palestina de um ano e meio na Faixa de Gaza para pressionar o pai, Osama Abu Nassar, durante um interrogatório. O caso foi divulgado pela Palestine TV, com base em informações do jornalista palestino Osama Al-Kahlout, e acompanhado da exibição de imagens dos ferimentos da criança, identificada como Karim.

O episódio ocorreu nas proximidades do campo de refugiados de Al-Maghazi, na região central de Gaza. Segundo testemunhas, Abu Nassar já se encontrava profundamente abalado depois da morte do cavalo que utilizava como fonte de sustento. Quando saiu com o filho para comprar mantimentos, foi surpreendido por disparos perto de casa e obrigado pelos soldados israelenses a deixar a criança no chão e se dirigir a um posto militar próximo.

No local, ele foi despido e submetido a interrogatório. Durante a ação, os militares torturaram o bebê diante do pai para forçá-lo a falar. De acordo com o relato divulgado e com o relatório médico citado pela emissora palestina, os soldados queimaram uma das pernas da criança com cigarros, perfuraram seu corpo e introduziram um prego em sua perna.

O laudo médico apontou marcas de queimadura provocadas por cigarros e ferimentos perfurantes na perna da criança causados pelo prego. Karim foi libertado cerca de 10 horas depois e entregue à família por meio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Al-Maghazi. O pai, no entanto, continuava preso pelas forças israelenses.

A família apelou a organismos internacionais para que intervenham pela libertação de Abu Nassar, a fim de que ele possa prosseguir com tratamento médico.

O caso foi divulgado em meio à continuidade das violações israelenses do cessar-fogo em Gaza. Desde outubro de 2025, “Israel” já cometeu centenas de violações da trégua, assassinando ao menos 680 palestinos e ferindo outros 1.813.

Desde o início do genocídio, em outubro de 2023, “Israel” já assassinou mais de 72 mil palestinos, em sua maioria mulheres e crianças, e feriu mais de 171 mil. A agressão reduziu a maior parte da Faixa de Gaza a escombros e expulsou boa parte da população de suas casas.

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