O Gabinete de Imprensa dos Prisioneiros Palestinos informou nesta segunda-feira (5) que mais de 200 mulheres e meninas palestinas foram sequestradas por “Israel” ao longo de 2025, incluindo menores de idade e duas mulheres com câncer. Segundo a entidade, 49 mulheres seguem presas, e cerca de um terço delas está em detenção administrativa, sem acusação formal.
No comunicado, o organismo afirma que a prisão de mulheres é empregada como política sistemática de chantagem para pressionar familiares, além de relatar o uso de algumas detidas como escudos humanos. A nota diz que setores vulneráveis são atingidos diretamente, incluindo menores, mães de mártires e de prisioneiros, oito jornalistas e estudantes universitárias.
O texto também informa que há mulheres em prisões israelenses sofrendo de câncer e relata o caso de uma prisioneira que deu à luz enquanto estava encarcerada. A entidade cita a Prisão de Damon, denunciando que as detentas sofrem com fome, negligência médica, revistas humilhantes, repressão e violações de privacidade.
Ainda de acordo com o Gabinete, as mulheres são alvo de acusações forjadas, como “incitação”, sem apresentação de provas, e há uso disseminado da detenção administrativa. O organismo acrescenta que, desde 7 de outubro de 2025, foram registradas mais de 650 prisões de mulheres e meninas.





