Autoridades de “Israel” mantêm hoje 52 mulheres palestinas presas, segundo informou na quinta-feira (8) a Sociedade de Prisioneiros Palestinos, que denunciou agressões físicas, abuso sexual e “tratamento degradante” nos centros de detenção.
De acordo com a entidade, cinco mulheres foram sequestradas apenas nos oito primeiros dias de janeiro, entre elas uma jornalista e duas ex-presas, em meio a uma intensificação da perseguição às mulheres palestinas.
A Sociedade de Prisioneiros Palestinos afirmou que, desde o início da nova fase do genocídio em Gaza, em outubro de 2023, mais de 650 mulheres palestinas foram sequestradas e presas, incluindo menores de idade, em detenções realizadas em diferentes pontos dos territórios palestinos ocupados.
Prisão sem acusação formal
Segundo a entidade, 16 das 52 mulheres estão sob “detenção administrativa”, mecanismo que permite manter pessoas encarceradas sem acusação formal e sem julgamento, com base em “provas” não divulgadas.
A organização apontou, ainda, que as prisões vêm sendo usadas como instrumento de chantagem contra familiares homens, para forçá-los a se entregar, prática que teria se ampliado com a guerra.
Damon e as condições de cárcere
A maior parte das presas estaria na Prisão de Damon, no norte de “Israel”, sob condições descritas como degradantes: isolamento prolongado, restrição de alimentos, ausência de atendimento médico, revistas corporais repetidas e invasões constantes de celas, além de ameaças e pressão psicológica.
A entidade pediu ação urgente de organizações internacionais de direitos humanos e lembrou que, conforme grupos palestinos e israelenses, mais de 9.300 palestinos seguem encarcerados por “Israel”, entre eles mulheres e crianças.





