O Estado de “Israel” concluiu neste sábado o deslocamento forçado total da comunidade de Shallal al-Auja, ao norte de Areeha, no Vale do Jordão, no que a Al-Baydar Human Rights Organization descreveu como a primeira vez, desde 1967, que uma aldeia palestina é inteiramente esvaziada por expulsões.
A Al-Baydar informou que a etapa final da operação ocorreu hoje, com a retirada compulsória das três últimas famílias que ainda permaneciam na localidade. Com isso, o total de famílias deslocadas chegaria a aproximadamente 120, após anos de violações sistemáticas e intimidação.
De acordo com o relato, o deslocamento ocorreu em uma área onde não houve confrontos armados nem incidentes de segurança. Para a organização, o dado reforça o caráter expansionista da política de “Israel”, voltada à tomada de terras e ao controle do Vale do Jordão.
A denúncia é feita em meio à escalada de ataques de colonos na Cisjordânia. Conforme a descrição, as agressões têm assumido a forma de pogroms com respaldo do Estado, incluindo incêndio de casas e sabotagem de serviços básicos, como o corte do abastecimento de água, empurrando comunidades inteiras para fora de seus territórios.
A Al-Baydar sustenta que os ataques não são ações isoladas, mas parte de uma operação sistemática de limpeza étnica na Cisjordânia, usando a violência de colonos como linha de frente para ampliar o controle territorial no conjunto da região.





