O Ministério da Saúde na Faixa de Gaza informou nesta quinta-feira (29) que as forças de ocupação de “Israel” devolveram os corpos de 15 palestinos ao enclave. Segundo a pasta, a entrega ocorreu no Complexo Médico Al-Shifa, por meio de mediação da Cruz Vermelha, no marco do acordo de troca de prisioneiros.
Em nota, o ministério declarou: “os corpos de 15 mortos foram entregues hoje ao Complexo Médico Al-Shifa pelas forças de ocupação israelenses por meio da mediação da Cruz Vermelha”. Ainda de acordo com o comunicado, “Israel” já devolveu a Gaza os corpos de 360 palestinos dentro do mesmo acordo, e o processo de identificação e de encaminhamento dos restos mortais às famílias segue em andamento.
Na segunda-feira (26), as forças de ocupação anunciaram ter recuperado em Gaza o corpo de Ran Gvili, que elas descrevem como o último israelense feito prisioneiro pela resistência palestina em 7 de outubro de 2023. As forças de ocupação afirmam que, do total de mais de 250 prisioneiros capturados naquele dia, 168 foram devolvidos com vida.
Em 14 de janeiro, o enviado especial da presidência dos EUA, Steve Witkoff, anunciou o início da segunda etapa do plano de 20 pontos de Donald Trump, que prevê a passagem de um cessar-fogo para medidas como desmilitarização, administração tecnocrática e reconstrução.
O Ministério da Saúde em Gaza, por sua vez, voltou a alertar nesta terça-feira (27) para o agravamento da crise humanitária no enclave, citando o fechamento continuado da passagem de Rafá para a saída de feridos e doentes. A pasta informou que cerca de 20 mil pacientes com encaminhamentos médicos complexos aguardam autorização para deixar Gaza e receber tratamento urgente no exterior. Entre eles, há centenas de casos graves, com 440 classificados como urgentes.
Ainda segundo o ministério, 1.268 pacientes morreram enquanto esperavam autorização. O fechamento de Rafá, em 7 de maio de 2024, interrompeu completamente a transferência de pacientes e criou um acúmulo perigoso de casos que necessitam de atendimento especializado indisponível na Faixa de Gaza.




