“Israel” devolveu os corpos de 15 palestinos à Faixa de Gaza como parte de uma troca de prisioneiros em curso, informou o Ministério da Saúde do enclave nesta quinta-feira.
“Os corpos de 15 falecidos foram entregues hoje ao Complexo Médico Shifa pelas forças de ocupação israelenses, por meio da mediação da Cruz Vermelha”, afirmou o ministério em um comunicado.
De acordo com o ministério, “Israel” já devolveu, até o momento, os corpos de 360 palestinos a Gaza sob o acordo de troca de prisioneiros. O processo de identificação e a devolução dos restos mortais às suas famílias estão em andamento.
Na segunda-feira, as forças de ocupação israelenses declararam ter recuperado o corpo do último refém, Ran Gvili, da Faixa de Gaza. Gvili havia sido sequestrado pelo movimento de resistência palestino Hamas em 7 de outubro de 2023. Dos mais de 250 reféns levados naquele dia, 168 foram devolvidos vivos.
Anteriormente, em 14 de janeiro, o enviado presidencial especial dos EUA, Steve Witkoff, anunciou o lançamento da segunda fase do plano de 20 pontos do presidente Donald Trump para acabar com a guerra em Gaza, que inclui a transição de um cessar-fogo para a desmilitarização, governança tecnocrática e reconstrução.
O Ministério da Saúde de Gaza emitiu um alerta na terça-feira afirmando que o fechamento contínuo da passagem de Rafah para feridos e doentes está inflando a crise de saúde no enclave sitiado, colocando milhares de vidas em risco.
Segundo o comunicado do ministério, aproximadamente 20.000 pacientes com encaminhamentos médicos complexos aguardam permissão para deixar Gaza para tratamento urgente no exterior. Entre eles, há centenas de casos com risco de morte, dos quais 440 são classificados como urgentes.
O ministério relatou que 1.268 pacientes morreram enquanto aguardavam autorização.
Desde o fechamento da passagem de Rafah em 7 de maio de 2024, o transporte de pacientes foi completamente interrompido, o que criou um acúmulo perigoso para aqueles que necessitam desesperadamente de cuidados médicos especializados não disponíveis em Gaza.





