A ocupação de “Israel” intensificou, no domingo (11), os ataques contra o sul do Líbano, com bombardeios de aviões e drones contra diferentes localidades e uma série de ameaças de evacuação. De acordo com correspondente da Al Mayadeen no sul libanês, um drone atingiu Kfar Hatta como “ataque preliminar”, e, em seguida, aviões de guerra realizaram uma ofensiva aérea contra a cidade, repetindo o ataque pouco depois.
Ainda segundo a emissora, os bombardeios em Kfar Hatta miraram um conjunto residencial com mais de 10 edifícios. A localidade fica no distrito de Sidon, no sul do país, e foi citada entre os alvos de novas ameaças emitidas pelo porta-voz militar sionista Avichay Adraee, que divulgou comunicados ameaçando diferentes pontos do território libanês, incluindo áreas no sul e no Vale do Becá.
Na segunda-feira (12), conforme relato do correspondente, aviões da ocupação também atingiram uma casa na cidade de Aanan, no distrito de Jezzine, após ameaçá-la previamente, e fizeram outro ataque aéreo separado contra Kfar Hatta. Nos comunicados, Adraee afirmou que haveria “infraestrutura” ligada ao Hamas em Aanan e na região de Hammarah, no Becá, e “infraestrutura” do Hesbolá em Kfar Hatta e Ain al-Tineh, igualmente no Becá. As alegações foram divulgadas sem apresentação de provas.
Além dos ataques a Kfar Hatta e Aanan, a Al Mayadeen informou que dois bombardeios de drones atingiram a cidade de Bint Jbeil e a localidade de Yater. O primeiro teria mirado um veículo em Bint Jbeil, e o segundo ocorreu pouco depois em Yater. Até o momento do relato, não havia informações sobre vítimas ou danos.
A escalada incluiu, ainda de acordo com a emissora, mais de 25 bombardeios em cerca de meia hora, atingindo áreas no sul do Líbano e no oeste do Bekaa, com pontos atacados repetidamente. Entre as localidades citadas, aviões sionistas teriam feito mais de seis ataques na área de al-Mahmoudiya, retornando depois para atingi-la novamente. Também foram registrados ataques contra a região de Barghoz (distrito de Hasbaya), os arredores de Qatrani e Bsaliya (distrito de Jezzine), além dos arredores de Jbaa e das elevações de al-Reihan, na região de Iqlim al-Tuffah.
No plano político interno, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou, em entrevista à emissora pública Tele Liban, que equipar o Exército com capacidades necessárias reforça sua missão, incluindo “monopolizar as armas e combater o terrorismo”, ao mesmo tempo em que disse que a continuidade dos ataques de “Israel” e a ocupação complicam o trabalho militar. Aoun declarou que a decisão de “monopolizar as armas” já teria sido tomada, mas que a definição de mecanismo e de calendário dependeria do comando do Exército e dos recursos disponíveis. Disse ainda que, se certas armas forem capazes de conter os ataques, é favorável a elas, mas acrescentou que “ao mesmo tempo, tornaram-se um peso para o próprio ambiente”. Ele também afirmou que o Líbano não deve se tornar “uma plataforma que represente ameaça a qualquer país”, alegando que o país “se esgotou” com políticas baseadas em alinhamentos e “pagou um preço alto” por elas.



