O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as conversas em andamento com os Estados Unidos não podem gerar resultados “a menos que o outro lado respeite e reconheça os direitos do povo iraniano”.
Falando na Conferência Nacional sobre Política e História das Relações Exteriores no Irã, Araghchi ressaltou que “o Irã não aceita imposições, e não há solução exceto por meio de negociações”. Ele reiterou que o objetivo do país continua sendo garantir os interesses nacionais do povo iraniano por um caminho que honre seus direitos.
Araghchi descartou a ideia de que pressões ou ameaças militares poderiam forçar o Irã a recuar de sua posição. “Algumas pessoas pensam que atacar o Irã o forçará a se render; isso não pode acontecer”, disse ele.
Em uma comparação histórica, ele contrastou a postura do atual governo com a ditadura do Xá Reza Pahlavi, afirmando: “o Xá ia para onde eles queriam. O Irã hoje permanece firme e não desistirá de seus direitos”. Ele enfatizou que o país está preparado tanto para a diplomacia quanto para o confronto: “o Irã é capaz de diplomacia e capaz de guerra, mesmo que não a queira. Se escolherem o caminho da diplomacia, estaremos prontos para isso.”
Araghchi reafirmou a posição inabalável do Irã sobre seu programa nuclear, incluindo o enriquecimento de urânio. Ele declarou que o Irã não aceitaria qualquer exigência para eliminar suas atividades de enriquecimento, dizendo:
“Nenhuma parte tem o direito de exigir que zeremos o enriquecimento de urânio”.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, descreveu no domingo (8) as recentes negociações entre o Irã e os Estados Unidos, realizadas com o apoio de governos amigos na região, como “um passo à frente”.
Ele reafirmou que o diálogo continua sendo uma abordagem estratégica para o país na resolução pacífica de disputas. Pezeshkian explicou que a política nuclear do Irã baseia-se na estrutura legal delineada no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). “O povo iraniano sempre respondeu ao respeito com respeito, mas não aceita a linguagem de coerção e ameaças”, afirmou.
A última sessão de negociação marcou o primeiro contato direto entre o Irã e os Estados Unidos desde a agressão lançada por “Israel” e pelos EUA contra o Irã em junho.





