Guerra contra o Irã

Irã mostra quem manda no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica por onde passam pelo menos 20% do petróleo mundial, além de fertilizantes, o que já está abalando o valor do barril

Estreito de Ormuz

A crise terminal do imperialismo agora ficou mais aguda com o início da guerra dos EUA e “Israel” contra o Irã. A Península Arábica que já se encontrava bastante instável com a operação Dilúvio de Al Aqsa, orquestrada pelo Hamas e toda a Resistência Islâmica, onde impuseram o bloqueio do Estreito de Bab el Mandeb, agora foi a vez do Estreito de Ormuz, que foi fechado pela Guarda Revolucionária do Irã. Eles são rotas obrigatórias para os navios atingirem o canal de Suez, que liga a Europa à Ásia, e por onde passam cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

A guerra insana contra o Irã está afetando toda a economia do planeta. Os primeiros sinais estão sendo refletidos nos preços do petróleo e gás, que subiu cerca de 7% nesta segunda-feira devido ao fechamento para navegação de Ormuz e também pelo incêndio numa zona de armazenamento nos Emirados Árabes causado por queda de partes de drone interceptado, conforme matéria na imprensa. É o maior valor desde janeiro de 2025 e atingiu o patamar de 82 dólares o barril brent.

A rápida expansão da guerra contra o Irã abalou profundamente os mercados mundiais de energia. Isso devido a que o Irã ao retaliar as agressões contra “Israel”, e países que abrigam forças militares americanas, interromperam o trânsito de petroleiros e gasodutos pelo importante estreito.

E mesmo assim o presidente Trump disse em entrevista que faria o que fosse necessário para conseguir seus objetivos. Já a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou à televisão estatal iraniana que incendiaria qualquer navio que tentar passar pelo local.

Mas não é só petróleo e gás que transitam pelo local, também há os fertilizantes que são importantes para a produção de alimentos e que poderão levar a aumento nos custos e queda na produção nos países que importam esse produto, como é o caso do Brasil. Cerca de 45% da ureia exportada no mundo provém de países que utilizam o Estreito de Ormuz como rota de escoamento.

Com essa crise provocada pelo imperialismo poderá haver, além do aumento no preço, diminuição da produção de petróleo por estarem cheios os estoques sem a comercialização. E como não há previsão de quanto tempo durará essa guerra, espera-se mais aumento de preço e menos petróleo para consumo.

Isso pode paralisar todo o sistema de produção mundial com o disparo da inflação de forma generalizada, pois as empresas dependem dessa energia para funcionar e transportar sua produção. Além disso, haverá falta dos derivados do petróleo, como plásticos, borrachas etc. Também os fretes já sofrem inflação nos preços.

A volta à normalidade da economia mundial só será possível se o imperialismo recuar e deixar de bombardear o Irã, coisa que não está no horizonte de possibilidades ao menos por enquanto.

Considerando que os países possuem reservas estratégicas para 3 meses, exceto Japão e EUA que são de mais de 8 meses, então se a guerra e o fechamento de Ormuz se prolongar para além desse período, o sistema capitalista como um todo começa a colapsar.

A guerra entre os EUA e o Irã traz consequências profundas e de múltiplas faces, afetando a estabilidade regional, a economia global e a segurança internacional. A situação permanece altamente volátil, e as respostas do Irã são calibradas para evitar uma guerra total, mas capazes de causar danos significativos aos seus algozes.

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