Refinaria de 'Israel'

Irã lança 5 ondas de mísseis em 90 minutos contra Haifa

Ataque é parte da retaliação ao ataque terrorista israelense contra o campo de gás de Pars do Sul

Uma sequência coordenada de ataques por saturação, executada pelas forças armadas da República Islâmica do Irã e pelo partido libanês Hesbolá, atingiu o coração industrial do norte de “Israel” ao longo desta quinta-feira, provocando danos estruturais severos ao complexo petroquímico da Baía de Haifa e desencadeando apagões em larga escala. O bombardeio, que consistiu em pelo menos cinco ondas de mísseis balísticos e veículos aéreos não tripulados (VANTs) em um intervalo de apenas 90 minutos, forçou milhões de israelenses a buscarem abrigo, paralisando a atividade econômica do país e elevando a crise regional a um patamar de “guerra de energia” sem precedentes.

A ofensiva atingiu diretamente as instalações da Bazan, a maior refinaria de petróleo de “Israel”, resultando em incêndios de grandes proporções e na dispersão de nuvens de fumaça tóxica sobre a zona portuária. Embora a censura militar israelense tenha inicialmente restringido detalhes, o Ministério da Energia confirmou que o impacto de estilhaços e o impacto direto em subestações comprometeram a rede elétrica regional. O ataque ocorre em retaliação direta ao ataque terrorista conduzido por “Israel” e pelos Estados Unidos contra campos de gás iranianos em Pars do Sul.

Às 20h (horário local), os radares de alerta antecipado em “Israel” e bases de monitoramento dos Estados Unidos no Golfo detectaram o lançamento simultâneo de mísseis balísticos a partir do oeste do Irã (províncias de Kermanshah e Hamadan). Quase instantaneamente, as sirenes de defesa civil ecoaram em Jerusalém, Beit Chemexe e em áreas densamente povoadas do centro de “Israel”. Esta primeira onda teve como objetivo dispersar a atenção das baterias de interceptação para o sul e para o centro, longe do alvo principal no norte.

Enquanto os céus de Jerusalém eram riscados pelos rastros das interceptações, uma segunda onda de mísseis atingiu as proximidades de Achedod e o terminal de petróleo em Achequelon. Relatos do “exército” israelense indicaram que milhões de cidadãos foram forçados a permanecer em abrigos, impedindo qualquer resposta logística imediata. Nesta onda, o Irã utilizou mísseis de combustível sólido de nova geração, reduzindo o tempo de reação de 15 para menos de 9 minutos.

Enquanto o centro do país artificial lidava com a queda de fragmentos, o foco da ofensiva deslocou-se violentamente para o norte. A terceira onda foi caracterizada por um ataque coordenado: o Hesbolá, a partir do sul do Líbano, lançou uma barragem massiva de mísseis de curto alcance e VANTs suicidas para “limpar” o caminho para os mísseis iranianos mais pesados. Foi neste momento que as primeiras explosões foram ouvidas na Baía de Haifa.

A quarta e quinta ondas foram cirúrgicas. Imagens verificadas por agências internacionais mostram múltiplas colunas de fogo subindo do complexo da refinaria Bazan. Diferente de ataques anteriores, onde estilhaços causaram danos leves, desta vez houve relatos de impactos diretos ou muito próximos a tanques de armazenamento de subprodutos voláteis.

“O céu sobre a baía mudou de cor instantaneamente. O estrondo não foi de uma explosão comum, foi o som de metal pesado sendo rasgado”, relatou uma testemunha ocular à rádio local antes do corte de energia.

Às 21h30, a rede elétrica de Haifa e cidades adjacentes entrou em colapso. O Ministro da Energia, Eli Cohen, classificou o dano como “localizado, mas técnico”, embora a realidade no terreno mostrasse 15 equipes de bombeiros lutando para isolar áreas de vazamento de produtos tóxicos. O “exército” de “Israel” manteve as restrições de movimento.

A importância da Baía de Haifa para ‘Israel’

O complexo petroquímico de Haifa, dominado pelas instalações da Bazan (Refinarias de Petróleo Ltd.), funciona como o pulmão é frequentemente descrito como uma “bomba-relógio” cravada em uma zona densamente povoada.

Ocupando uma área de centenas de hectares, o complexo Bazan é responsável por transformar petróleo bruto em gasolina, diesel, querosene de aviação e polímeros. A infraestrutura atacada inclui:

  • Torres de destilação: estruturas verticais massivas que separam as frações do petróleo. Um impacto nestas torres interrompe imediatamente a produção nacional de combustíveis.
  • Esferas de armazenamento de GLP: tanques pressurizados contendo gás liquefeito de petróleo. A ruptura de uma dessas esferas pode gerar uma explosão termobárica de raio quilométrico.
  • Terminais de substâncias tóxicas: a proximidade de depósitos de amônia e outros compostos químicos industriais eleva o risco de uma catástrofe que poderia forçar a evacuação de mais de 250 mil pessoas em Haifa e cidades satélites.

Em junho de 2025, o Irã já havia perfurado as defesas de Haifa, causando a morte de três funcionários que, mesmo protegidos em abrigos, sucumbiram à inalação de gases tóxicos gerados pelos incêndios. Aquele evento forçou “Israel” a suspender as operações da refinaria pela primeira vez desde a sua fundação.

Ao menos 15 equipes de bombeiros e unidades especializadas em tratamento de materiais venenosos foram mobilizadas. A preocupação não é apenas apagar o fogo, mas conter o escoamento de resíduos químicos para o solo e para o Mar Mediterrâneo, o que paralisaria as usinas de dessalinização — fonte vital de água potável para “Israel”.

Haifa abriga o porto mais movimentado do país, vital para o abastecimento de bens de consumo e equipamentos militares. O bombardeio iraniano às refinarias cria uma “zona de exclusão” de fato; o calor intenso e o risco de explosões secundárias impedem a operação portuária normal, isolando o norte de “Israel” do comércio marítimo global enquanto as chamas não forem totalmente extintas.

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