Autoridades do Irã afirmaram que responderão de forma firme e proporcional a ações hostis e a tentativas de desestabilização no país. A posição foi reforçada por declarações do chefe da polícia iraniana, general Ahmad Reza Radan, e por nota do Secretariado do Conselho Supremo de Defesa.
Em entrevista à televisão estatal iraniana, Radan afirmou que as forças de segurança distinguem protestos pacíficos de atos de tumulto e que a atuação do Estado é dirigida contra quem promove caos e ruptura da ordem pública. Segundo ele, “um número significativo” de participantes de ações violentas já foi preso e outros são monitorados e procurados para responsabilização.
Radan também convocou pessoas que tenham sido “enganadas por propaganda inimiga” ou por lideranças dos tumultos a se apresentar às autoridades, afirmando que a legislação prevê redução de pena para quem se entrega voluntariamente.
Em nota divulgada na terça-feira, o Secretariado do Conselho Supremo de Defesa condenou a escalada de ameaças e declarações intervencionistas contra o Irã e afirmou que a segurança, a independência e a integridade territorial do país são “linha vermelha inquebrável”. O texto adverte que atos de agressão ou hostilidade persistente recebem resposta decisiva.
A nota acrescenta que, no marco da autodefesa, o Irã não se limita a reagir apenas após a ocorrência de um ataque, e que sinais claros de ameaça integram a equação de segurança do país, com base em dissuasão e prontidão.
O Judiciário iraniano também se manifestou, afirmando que cidadãos têm direito a protestar por seus direitos, mas que não haverá tolerância com atos de tumulto. Em 5 de janeiro, procuradores foram orientados a adotar medidas legais contra quem participa de ações violentas ou fornece apoio logístico a grupos armados, ao mesmo tempo em que se reiterou a distinção entre protestos pacíficos e sabotagem organizada.





