O governo da República Islâmica do Irã emitiu um alerta formal à Organização das Nações Unidas (ONU) neste sábado (4) sobre o risco iminente de uma catástrofe nuclear após a usina nuclear de Bushehr ter sido alvo de um bombardeio pela quarta vez desde o início da agressão imperialista e sionista na região. O ataque realizado por forças conjuntas dos Estados Unidos e de “Israel” atingiu um edifício auxiliar do complexo localizado na costa do Golfo Pérsico, resultando na morte de um agente de segurança por fragmentos de projéteis e danos estruturais causados por ondas de choque. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a persistência de agressões em torno da única central nuclear operacional do país ameaça desencadear uma contaminação radioativa que comprometeria a segurança e a habitabilidade de capitais vizinhas no Conselho de Cooperação do Golfo, e não apenas o território iraniano.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou a recepção de informações sobre o impacto de um projétil nas proximidades da usina e informou que, até o momento, não houve registro de aumento nos níveis de radiação. O diretor-geral da agência, Rafael Grossi, expressou profunda preocupação com o incidente, reiterando que instalações nucleares e áreas adjacentes não devem ser alvos militares devido à presença de equipamentos de segurança vitais em edifícios auxiliares. Em decorrência do ataque, a estatal russa Rosatom iniciou uma operação de evacuação de 198 funcionários técnicos russos que ainda permaneciam no local, transportando-os em comboios rodoviários em direção à fronteira com a Armênia. A usina de Bushehr é responsável por cerca de 2% da geração de eletricidade do Irã e sua localização estratégica no litoral torna qualquer vazamento um risco direto aos sistemas de dessalinização de água que abastecem milhões de pessoas na península arábica.
Em paralelo à crise nuclear, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica anunciou a execução das ondas 94 e 95 da chamada Operação Promessa Verdadeira 4, lançando ataques multifrontais contra ativos militares e industriais em diversos países. Durante a madrugada e manhã de sábado, mísseis balísticos modelos Khorramshahr, Kheibar Shekan e Qadr, equipados com ogivas múltiplas, foram disparados contra territórios sob controle israelense, atingindo zonas industriais em Ramat Hovav e centros urbanos como Ramat Gan, onde um edifício residencial desabou. O Exército do Irã também reivindicou uma operação coordenada com veículos aéreos não tripulados (VANTs) contra o Aeroporto Ben Gurion, visando especificamente torres de controle, sistemas de navegação e radares de vigilância para paralisar o tráfego aéreo militar e degradar as capacidades de guerra cibernética do adversário.
A retaliação iraniana expandiu-se para bases dos Estados Unidos no Golfo, com o uso de mísseis e VANTs contra baterias de foguetes HIMARS na ilha de Bubiyan, no Cuaite, e um sistema de defesa Patriot no norte do Barém. No porto de Khalifa bin Salman, também no Barém, a marinha do CGRI confirmou o impacto de projéteis contra o navio comercial MSC Ishika, identificado pelo Irã como de propriedade vinculada a “Israel”, embora navegasse sob bandeira de conveniência. Nos Emirados Árabes Unidos, as autoridades iranianas listaram ataques contra centros de treinamento que hospedam instrutores militares norte-americanos e contra instalações da empresa Oracle.





