Administrar doses de poder na veia dos corpos dóceis tem sido uma estratégia bastante eficaz, utilizada pelo sistema em relação ao controle e à dominação das massas.
Foi um britânico quem afirmou que “todo homem tem seu preço”. A frase é atribuída ao político britânico Robert Walpole (1676-1745), primeiro-ministro da Grã-Bretanha, por volta de 1734.
Será que podemos generalizar?
“Ao mesmo tempo em que se torna indispensável para categorização, análise e eficiência, a IA levanta dúvidas sobre dependência cognitiva — o famoso ‘emburrecimento’ — e perda da capacidade humana de formular narrativas próprias.
O pensador defende que a inovação precisa ser compreendida como parte de um ecossistema maior que ele chama de ‘quarteto existencial’, formado pela ciência, filosofia, espiritualidade e as artes. ‘Se a gente não se apoiar bem nesses quatro pilares, a cadeira fica capenga e cai’, compara.”
A declaração do físico Marcelo Gleiser não é solitária; porém, é embasada. Graças a Deus, algumas pessoas pensam, ou melhor, refletem como ele. Já outros agem como Kark (interpretado por Øystein Martinsen), na série Norsemen, da Netflix: Kark é um escravo (thrall) que, após ter sido liberto, decide voluntariamente voltar à vida de escravidão por estar institucionalizado e não saber viver de outra forma.
Deixar a tecnologia engolir o intelecto é deixar Frankensteins à solta, fagocitando cognições.
Vorcaro e Epstein são meras peças da engrenagem sistêmica que fere e escraviza; eles brotam do solo fétido do Poder Mundial, que lega caos ao planeta em um círculo aparentemente interminável.
A I.A. é uma “boa arma”, como eram os “homens bons” colonialesco; sua função de ajudadora possui um viés emburrecedor, como disse Gleiser, mas acrescento que tal efeito só recai sobre os incautos escravizados, como de costume. Já os titereiros da “grande dama do saber” talvez sejam os últimos exemplares do gênero Homo sobre a face da Terra…





