As instalações petrolíferas da Ilha Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, permaneceram intactas e seguem operando normalmente após o ataque realizado pelos Estados Unidos e por “Israel”, segundo informações divulgadas neste sábado por agências iranianas. De acordo com os relatos, apesar das explosões registradas na ilha, a infraestrutura de petróleo não foi atingida e os trabalhadores saíram ilesos.
A agência Fars informou, com base em fontes no local, que cerca de 15 explosões foram ouvidas durante a ofensiva. Mesmo assim, nenhuma estrutura ligada à produção e ao escoamento de petróleo sofreu danos. Segundo o mesmo informe, os alvos do ataque foram sistemas de defesa militar, a base naval Joushan, a torre de controle do aeroporto e um heliporto operado pela Continental Shelf Oil+.
A agência Mehr também citou uma fonte informada para afirmar que a situação na Ilha Kharg é estável e que as operações petrolíferas continuam normalmente. O relato acrescenta que todos os trabalhadores iranianos da ilha estão em segurança e que os sistemas de defesa aérea voltaram a funcionar pouco depois da agressão.
Localizada a cerca de 30 quilômetros da costa iraniana, a Ilha Kharg abriga o maior terminal de exportação de petróleo do país. Segundo relatório recente do banco norte-americano JP Morgan citado no material, aproximadamente 90% das exportações iranianas de petróleo bruto passam pelo local.
A confirmação de que a infraestrutura petrolífera permaneceu intacta foi divulgada após ameaças feitas por Donald Trump. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos afirmou que seu país teria “obliterado totalmente” alvos militares na ilha e ameaçou ordenar novos ataques à estrutura petrolífera de Kharg caso o Irã não suspenda suas operações contra embarcações no Estreito de Ormuz.
Trump vinculou o ultimato à disputa em torno da navegação na principal rota petrolífera da região. A Ilha Kharg fica a cerca de 483 quilômetros a noroeste do Estreito de Ormuz, passagem estratégica cuja situação já provocou forte perturbação no mercado internacional de energia.
Na quinta-feira (13), antes do ataque, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya havia advertido que qualquer ação contra a infraestrutura petrolífera, econômica ou energética do Irã provocaria resposta imediata contra instalações ligadas aos interesses norte-americanos na região. O porta-voz do órgão, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, declarou que instalações petrolíferas pertencentes a empresas dos Estados Unidos ou financiadas por elas seriam reduzidas a cinzas.
Na mesma declaração, Zolfaghari informou que unidades da Força Aérea do Exército iraniano realizaram uma ação com VANTs suicidas contra refinarias de petróleo e gás e depósitos de combustível em Haifa. Segundo ele, a operação foi uma resposta a ataques anteriores contra depósitos de petróleo iranianos.




