Valéria Guerra

Jornalista (UMESP), historiadora, atriz com DRT-RJ, escritora, colunista do 247, PCO, e do meu site (https://guerraluz.prosaeverso.net/); mestre em Intervenção Psicológica no Desenvolvimento e na Educação; professora do Estado do RJ na cadeira de biologia, poetisa e ativista contra a desigualdade no Brasil e no mundo.

Coluna

Ilha da fantasia versus ilhas da miséria

A vida dessas pessoas afetadas foi — e continua sendo — arruinada.

Pobreza no Brasil

Professores da rede estadual do Rio de Janeiro enfrentam uma grave defasagem salarial. O vencimento-base de algumas cargas horárias chega a ficar abaixo do salário mínimo nacional.

Enquanto o piso nacional do magistério alcançou R$ 5.130,63 para a jornada de 40 horas, o Estado aplica o piso de forma linear, achatando a carreira e pagando valores como R$ 1.588 aos professores em início de carreira, na carga horária de 18 horas.

Haverá sempre um Dick Vigarista tentando conquistar o pódio da gestão máxima?

O povo brasileiro, com sua resiliência, sua fé e sua esperança, permanece como o herói do próprio contexto histórico, em meio à corrida maluca presidencial, que reúne de sepulcros caiados a outsiders. Existe uma linha de chegada a ser cruzada, e haverá sempre um Muttley sorrindo ao final. A escolha de um presidente precisa passar por uma mudança conjuntural, capaz de melhorar as condições das classes desprivilegiadas, em vez de perpetuar o status quo desenhado com o lápis da desigualdade.

Infelizmente, a pauta jornalística em destaque nem sempre se concentra em temas sociais relevantes, como abusos envolvendo instituições financeiras — a exemplo do Master, alvo de investigações relacionadas a prejuízos causados a aposentados —, e o CREDCESTA, que vem sendo apontado por descontos de empréstimos contestados por servidores estaduais do Rio de Janeiro, ambos os fatos sob apuração.

A vida dessas pessoas afetadas foi — e continua sendo — arruinada.

Há uma Ilha da Fantasia, com longas noites de astronautas que parecem compor um universo paralelo de privilégios reservado aos “homens de bem” da nação, aqueles que ocupam elevadíssimos cargos públicos. E há, em contraste, as ilhas da miséria, onde sobrevivem milhões de brasileiros falidos, esquecidos e injustiçados. Uma luta por mudanças de base, extensiva a todos, precisa ser estabelecida.

* A opinião dos colunistas não refeltem, necessariamente, a deste Diário

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