Professores da rede estadual do Rio de Janeiro enfrentam uma grave defasagem salarial. O vencimento-base de algumas cargas horárias chega a ficar abaixo do salário mínimo nacional.
Enquanto o piso nacional do magistério alcançou R$ 5.130,63 para a jornada de 40 horas, o Estado aplica o piso de forma linear, achatando a carreira e pagando valores como R$ 1.588 aos professores em início de carreira, na carga horária de 18 horas.
Haverá sempre um Dick Vigarista tentando conquistar o pódio da gestão máxima?
O povo brasileiro, com sua resiliência, sua fé e sua esperança, permanece como o herói do próprio contexto histórico, em meio à corrida maluca presidencial, que reúne de sepulcros caiados a outsiders. Existe uma linha de chegada a ser cruzada, e haverá sempre um Muttley sorrindo ao final. A escolha de um presidente precisa passar por uma mudança conjuntural, capaz de melhorar as condições das classes desprivilegiadas, em vez de perpetuar o status quo desenhado com o lápis da desigualdade.
Infelizmente, a pauta jornalística em destaque nem sempre se concentra em temas sociais relevantes, como abusos envolvendo instituições financeiras — a exemplo do Master, alvo de investigações relacionadas a prejuízos causados a aposentados —, e o CREDCESTA, que vem sendo apontado por descontos de empréstimos contestados por servidores estaduais do Rio de Janeiro, ambos os fatos sob apuração.
A vida dessas pessoas afetadas foi — e continua sendo — arruinada.
Há uma Ilha da Fantasia, com longas noites de astronautas que parecem compor um universo paralelo de privilégios reservado aos “homens de bem” da nação, aqueles que ocupam elevadíssimos cargos públicos. E há, em contraste, as ilhas da miséria, onde sobrevivem milhões de brasileiros falidos, esquecidos e injustiçados. Uma luta por mudanças de base, extensiva a todos, precisa ser estabelecida.


