O Ministério Público abriu uma investigação contra Matheus Moreira, participante do reality show Big Brother Brasil 26, por suposto comportamento “homofóbico” dentro da casa. O episódio que motivou a denúncia teria sido uma imitação feita por Matheus de outro participante do programa, o que foi considerado por parte do público como ofensivo.
A investigação, segundo foi divulgado pela imprensa, se baseia em comentários de internautas e organizações que acusam o participante de “discurso de ódio” e “intolerância”, termos que se tornaram recorrentes nas campanhas de patrulhamento ideológico promovidas pela grande imprensa. A pressão, como de praxe, se estendeu ao Ministério Público, que prontamente atendeu às “denúncias”. A rede Globo também teria se posicionado internamente sobre o episódio, alimentando ainda mais o clima de caça às bruxas.
A situação escancara um padrão que tem se repetido: qualquer forma de humor, crítica ou simples brincadeira que fuja das normas estabelecidas pelo identitarismo é rapidamente transformada em crime. No lugar de uma discussão racional, instala-se o tribunal do politicamente correto, onde a acusação já vale como condenação.
A suposta “defesa das minorias” tem servido como instrumento para a implementação de uma verdadeira ditadura da opinião única, onde expressões culturais e espontâneas do povo — como o deboche, a sátira, a imitação — são vigiadas e punidas por um Estado cada vez mais policialesco, a serviço dos interesses da burguesia e das grandes corporações.
Enquanto milhões estão desempregados, a juventude é assassinada pela polícia nas periferias e os direitos trabalhistas são esmagados, o Estado e os meios de comunicação promovem um espetáculo hipócrita em que o verdadeiro “inimigo” é quem fez uma brincadeira.




