As forças de ocupação israelenses afirmaram ter encontrado os restos mortais do último cativo morto em um cemitério de Gaza e devolvido seu corpo a “Israel” para sepultamento. A recuperação ocorre após uma operação de busca pelos restos mortais do último soldado israelense remanescente na Faixa de Gaza, iniciada na noite de domingo (25).
O sargento Master Ran Gvili foi morto na manhã de 7 de outubro e, com o retorno de seus restos mortais, todos os cativos (vivos e mortos) do pós-7 de outubro foram recuperados.
“Israel” há muito se recusa a avançar para a fase dois do plano de paz para Gaza do presidente dos EUA, Donald Trump — que inclui a reabertura da passagem de Rafá entre Gaza e o Egito —, citando o retorno do corpo como uma pré-condição.
O porta-voz militar das Brigadas al-Quds, Abu Hamza, afirmou que o grupo entregou aos mediadores as coordenadas precisas do corpo de Ran Gvili por mais de três vezes, citando inteligência obtida pouco antes da partilha da informação. Em comunicado, acusou o lado israelense de atrasar deliberadamente a coordenação, ressaltando que nenhum passo sério foi dado apesar das coordenadas terem sido enviadas.
O Hamas afirmou que o retorno do corpo de Gvili demonstra sua adesão ao acordo de cessar-fogo. “A descoberta do corpo do último cativo israelense em Gaza confirma o compromisso do Hamas com todos os requisitos do acordo… incluindo a troca de prisioneiros”, disse o porta-voz Hazem Qassem.
Qassem também ressaltou que a ocupação continua a escalar sua agressão através de ataques aéreos e incursões terrestres, exacerbando as condições humanitárias e usando as conversas sobre paz e o “Conselho de Paz” (criado por Donald Trump) como cobertura para manter o cerco.
Espera-se que “Israel” transfira pelo menos 15 corpos de palestinos para o Ministério da Saúde de Gaza após a recuperação dos restos mortais de Gvili. A proporção habitual tem sido de aproximadamente 15 para 1.
Autoridades palestinas denunciaram que corpos devolvidos anteriormente apresentavam sinais claros de abuso, tortura e possíveis execuções sob custódia.
“Israel” alegou que reabrirá a passagem de Rafá assim que a operação for concluída. No entanto, o gabinete de segurança de Benjamin Netaniahu expôs divisões internas.
Ministros de extrema-direita, como Itamar Ben-Gvir, opõem-se fortemente: “Chega da ingenuidade de [Jared] Kushner e [Steve] Witkoff — se a passagem de Rafá abrir, será um erro crasso”, afirmou.





