O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, na sigla em árabe) declarou que a ocupação de “Israel” segue restringindo a passagem de viajantes pela fronteira de Rafá e descumprindo termos do cessar-fogo em vigor em Gaza. A denúncia foi feita por Hazem Qassem, porta-voz do partido, em nota sobre a operação do posto fronteiriço.
Segundo Qassem, apenas 27% do número acordado de pessoas foi autorizado a atravessar Rafá, e viajantes estão sendo submetidos a assédio, interrogatórios e maus-tratos por soldados da ocupação. O Hamas afirmou que a prática viola o cessar-fogo e normas internacionais e pediu que mediadores e países garantidores pressionem para a implementação integral dos termos relacionados ao posto.
Rafá foi reaberto em 2 de fevereiro, pela primeira vez em quase dois anos, sob um arranjo ligado à segunda fase do cessar-fogo em Gaza. O acordo prevê a saída diária de 150 pessoas do território e a entrada de 50 pessoas vindas do Egito.
O Hamas também afirmou que a ocupação mantém forte restrição à entrada de ajuda humanitária em Gaza, sem melhora efetiva no acesso a socorro, apesar do cessar-fogo.
Ao mesmo tempo, autoridades de saúde locais relataram que ataques da ocupação continuaram em diferentes áreas da Faixa de Gaza. Em 24 horas, cinco palestinos foram assassinados e ao menos 20 ficaram feridos, enquanto equipes de ambulância e defesa civil não conseguiram alcançar diversas áreas por conta de bombardeios e disparos. Três corpos foram retirados de escombros no mesmo período, com vítimas ainda sob ruínas ou em vias públicas.
Desde 7 de outubro de 2023, o total de assassinados em Gaza chegou a 72.037, com 171.666 feridos.





