O Hamas divulgou nota na quinta-feira (23) condenando a decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas sanções econômicas contra organizações palestinas que atuam na Faixa de Gaza. Segundo o partido, a medida agravará a situação humanitária no território, já submetido a um bloqueio criminoso pela entidade sionista.
No comunicado, o Hamas afirma que as sanções são “injustas e arbitrárias” e estão “baseadas na incitação da entidade sionista criminosa”, que mantém uma guerra em curso contra o povo palestino e sua causa nacional. Para a organização, a decisão norte-americana “apenas perpetuará o sofrimento” da população de Gaza.
As sanções foram anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, que informou, na quarta-feira, a inclusão de seis entidades sediadas em Gaza e da Conferência Popular de Palestinos no Exterior (PCPA) em sua lista de punições. Washington alega que essas organizações funcionariam como cobertura para apoiar e financiar as Brigadas Al-Qassam, braço armado do Hamas.
De acordo com o Tesouro, as entidades sancionadas se apresentam como organizações médicas e humanitárias, mas estariam direcionando recursos a atividades armadas, o que, segundo a versão oficial, enganaria doadores internacionais e reduziria a assistência destinada aos civis palestinos. Entre as organizações atingidas estão Waed Society Gaza, Al Nur Society Gaza, Qawafil Society Gaza, Al Falah Society Gaza, Merciful Hands Gaza, Al Salameh Society Gaza e a PCPA, que possui vínculos com iniciativas de flotilhas internacionais com destino a Gaza.
As medidas foram adotadas com base na ordem executiva 13224, que prevê a proibição de transações entre cidadãos e empresas norte-americanas com pessoas ou entidades designadas, salvo autorização expressa, além do bloqueio de bens e interesses sob jurisdição dos Estados Unidos.
No mesmo comunicado, o Hamas exortou o governo norte-americano a revogar as sanções e a pressionar “Israel” para que cumpra os compromissos assumidos durante a trégua, incluindo a abertura das passagens fronteiriças, a entrada de ajuda humanitária e de materiais de abrigo, bem como a facilitação do trabalho do Comitê Nacional para a Administração em Gaza.
Desde 1997, os Estados Unidos classificam o Hamas como organização terrorista, classificação rejeitada pelo movimento palestino.





