Europa

Guerra por procuração empurra Ucrânia ao século XIX

Segundo artigo publicado na RT, o objetivo da Rússia é desmilitarização da Ucrânia por meio da desindustrialização, expressão da guerra por procuração que a OTAN impôs ao país

Um artigo publicado pela Russian Today (RT), assinado por Sergey Poletaev, mostra de forma clara os motivos pelos quais alvos da Operação Especial russa na Ucrânia visam especialmente a estrutura energética do país. Apesar dos ataques serem pontuais e alterarem de forma significativa o curso do conflito atualmente, a questão tem uma maior profundidade. 

De acordo com o articulista da RT, “se a Rússia quisesse congelar ucranianos até a morte, poderia tê-lo feito durante o primeiro inverno da guerra – tinha potencial para isso naquela época e certamente o tem agora.” Os ataques à estrutura energética da Ucrânia têm sido constantes desde o início da guerra, neste momento, só sobrou a opção de atacar as usinas nucleares e suas subestações, no entanto, Moscou decidiu não atacar esses locais.

“Após vários anos de bombardeios, a rede elétrica da Ucrânia está sob extrema pressão e já não consegue transmitir eletricidade de forma eficaz por todo o país. No inverno passado, as centrais nucleares começaram a reduzir a sua produção. No início de 2026, esta tendência continuou. As centrais nucleares do país foram obrigadas a reduzir a produção e até mesmo a encerrar para evitar acidentes nucleares.” – afirma Poletaev.

Sendo assim, a Ucrânia enfrenta dia após dia uma crise elétrica cada vez mais profunda. As centrais nucleares geram atualmente 6 gigawatts (GW) de um potencial de 8 a 10 GW. Operar em um regime não padronizado e instável (com flutuações constantes na produção e paradas regulares) desgasta as unidades reatoras. Para realizar a manutenção desses maquinários é necessário parar seu funcionamento, o que aumenta de forma significativa a crise de energia.

“Segundo relatórios oficiais, a Ucrânia enfrenta atualmente um déficit de energia de 8 a 10 GW. Considerando que o país precisa de cerca de 16 GW, isso representa um déficit impressionante de 40 a 50%, mesmo com as usinas nucleares operando a plena capacidade (e, de acordo com relatos, precisarão passar por uma grande manutenção neste verão).” Aponta Poletaev.

A Ucrânia herdou da URSS um sistema energético bastante poderoso, capaz de suportar condições de guerra, tornando-o resistente a bombardeios e ataques de artilharia. Antes da guerra a Ucrânia produzia mais energia do que consumia e ainda exportava ativamente eletricidade para a Europa. Após o início do conflito essa situação mudou devido à necessidade de uma reserva adicional. 

“Por meio de uma série de ataques estratégicos à infraestrutura energética ucraniana, a Rússia está empurrando o país de volta ao século XIX. Outrora uma poderosa república industrial dentro da União Soviética, a Ucrânia agora corre o risco de se transformar em uma sociedade agrária rudimentar, semelhante às nações mais pobres da África ou da Ásia. A recuperação dessa situação pode levar anos, senão décadas.” Descreve o articulista para a RT

E conclui: “O objetivo da Rússia é claro: desmilitarização por meio da desindustrialização.” Tornar a Ucrânia fraca econômica e energeticamente diminui significativamente o poder de ameaça contra os russos e se torna um peso para seus aliados ocidentais, levando em consideração também que a reconstrução do país e de suas capacidades militares exigiram muito dinheiro e muito mais tempo. 

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