Trabalhadores em greve da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizaram Assembleia Geral e reunião do Comando de Greve na Praça da Paz, em Campinas, na quinta-feira (28). A atividade foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), com assembleia às 13 horas e reunião do comando às 15 horas. A paralisação pressiona o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) contra o reajuste de 3,47%.
O boletim do STU afirma que a categoria não aceitará o arrocho imposto pelos reitores. A mobilização ganhou força após a derrota da proposta de reajuste no Conselho Universitário (Consu), na terça-feira (26). Para os grevistas, o índice de 3,47% não recompõe a inflação e atinge trabalhadores que enfrentam longos deslocamentos e más condições de trabalho.
A rejeição do índice ocorreu durante reunião do Consu. Trabalhadores, docentes e estudantes se concentraram em frente ao órgão para pressionar a Reitoria e o Cruesp. Com a derrota da proposta, os reitores terão de voltar à mesa de negociação.
A reivindicação do Fórum das Seis é de reajuste de 7,52%, composto pela reposição da inflação e por parte das perdas acumuladas. A diferença entre os 3,47% oferecidos e os 7,52% reivindicados é o centro da campanha salarial nas universidades estaduais paulistas.
A greve na Unicamp ocorre junto a outras mobilizações no setor. A Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) também entrou em greve, e o Conselho Universitário da Universidade de São Paulo (USP) derrubou o reajuste de 3,47%.
A programação da greve na quinta-feira incluiu café da manhã na Diretoria Acadêmica e caminhada pelas Engenharias. À tarde, os trabalhadores se reuniram na Praça da Paz para a Assembleia Geral e, em seguida, para o Comando de Greve.
O boletim também convocou plenária jurídica no STU, com debate sobre ações relativas à vida funcional, como mudança de regime, abono permanência, Unidade Real de Valor (URV) e Incentivo ao Trabalho Noturno (ITN). A direção sindical orientou a categoria a denunciar casos de assédio, perseguição, punição ou prática antissindical.


