Trabalhadores dos Correios ocuparam na madrugada desta quarta-feira (16) o centro logístico de Indaiatuba, no interior de São Paulo, e interromperam a movimentação de cargas da unidade.
A ação integra a greve iniciada na noite de 10 de setembro.
Com a entrada e a saída de veículos bloqueadas, entregas destinadas às cidades atendidas pelo centro foram afetadas.
O movimento reivindica a retomada das negociações com a direção da estatal.
O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Campinas e região afirma que a proposta apresentada pela empresa não recompõe as perdas inflacionárias e piora as condições do plano de saúde.
De acordo com a entidade, a empresa ofereceu um repasse correspondente a 0,20% do INPC.
O convênio médico também está entre os principais pontos de conflito.
“Hoje já pagamos mensalidades absurdas que já levaram mais de 30 mil funcionários saírem do plano por não ter condições de pagar e querem piorar ainda mais as condições”, afirmou o sindicato.
A entidade não apresentou número definitivo de grevistas, mas declarou que a adesão é majoritária.
Correios acionam o TST
A estatal informou ter adotado medidas judiciais para garantir o acesso ao centro logístico e disse estar redirecionando parte das cargas para outras unidades.
Funcionários administrativos também estão sendo deslocados para funções operacionais.
O Tribunal Superior do Trabalho determinou a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade durante a greve.
O dissídio coletivo está previsto para ser julgado em 21 de setembro.
Os Correios atribuem suas medidas à situação financeira da empresa e afirmam buscar redução de despesas e aumento de eficiência.
Os funcionários respondem que não aceitarão pagar pela crise com perda salarial e aumento do custo do atendimento médico.
A ocupação em Indaiatuba tornou essa disputa concreta: ao atingir um ponto estratégico da distribuição, os grevistas aumentaram a pressão para que a direção volte à mesa de negociação.





