Nesta terça-feira (17), uma notícia que tomou conta das manchetes de praticamente todos os jornais do globo foi a de que um alto funcionário americano, ligado diretamente ao gabinete de guerra do presidente norte-americano, renunciou ao cargo em protesto contra a agressão dos Estados Unidos e “Israel” contra os iranianos.
Joseph Kent, diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo (NCC) do governo Trump, em uma publicação na plataforma de rede social X, Kent escreveu: “Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra contra o Irã.” “O Irã não representava uma ameaça iminente ao nosso país, e entramos nesta guerra devido a Israel e da pressão de seu poderoso lobby americano”, acrescentou.
Além disso, Kent, em uma carta endereçada ao mandatário da Casa Branca aponta que continuar a guerra de agressão contra o Irã tende a agravar as crises já enfrentadas pelos EUA. “Você pode reverter o curso e traçar um novo caminho para nossa nação, ou pode nos permitir deslizar ainda mais rumo ao declínio e ao caos”, escreveu na carta. Kent tem 45 anos é ex-integrante das forças especiais Boinas Verdes com participação em múltiplas missões de combate.
“Como viúvo (…) que perdeu sua amada esposa Shannon em uma guerra fabricada por Israel, não posso apoiar o envio da próxima geração para lutar e morrer em uma guerra que não traz nenhum benefício ao povo americano”, escreveu Kent. A esposa de Kent, Shannon Kent, também serviu nas forças armadas dos Estados Unidos e morreu na Síria em 2019.
“Até junho de 2025, o senhor entendia que as guerras no Oriente Médio eram uma armadilha que roubou dos Estados Unidos as preciosas vidas de nossos patriotas”, afirmou Kent em sua carta a Trump. Kent afirmou que “altos responsáveis israelenses e membros influentes da mídia americana conduziram uma campanha de desinformação” para fazer acreditar que “o Irã era uma ameaça iminente”, mas “isso era uma mentira”.
Em conversa com jornalistas, Trump acusou Kent de ser “muito fraco em matéria de segurança” e considerou “algo bom que ele tenha ido embora”. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rejeitou o que classificou como “afirmações falsas” na carta de renúncia de Kent e considerou “insultante e ridícula” a sugestão de que a decisão de ir à guerra foi tomada “em função da influência de outros”.
A informação é de total gravidade e expõe o tamanho do racha e da crise interna dentro do governo norte-americano em relação aos ataques dos EUA-“Israel” ao Irã. Neste caso vale aquela velha máxima: “quando o navio começa a afundar os ratos começam rapidamente a pular do barco”.





