O Ministério da Defesa da Síria anunciou um cessar-fogo nacional de quatro dias para apoiar um novo acordo de integração com as Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiadas pelo imperialismo norte-americano. O Ministério da Defesa da Síria anunciou, nesta terça-feira (20), um cessar-fogo de quatro dias em todo o país e em todos os seus setores operacionais. A medida foi descrita como “visando garantir o sucesso dos entendimentos anunciados com as Forças Democráticas Sírias (FDS)”.
Em comunicado oficial, o Ministério afirmou que a decisão reflete o “compromisso com os entendimentos declarados pelo Estado sírio com as FDS e a dedicação em apoiar os esforços nacionais”, enfatizando que permanecerá como “o escudo do povo sírio em todos os seus segmentos” para manter a segurança e a estabilidade nacional.
O anúncio seguiu-se a uma divulgação do governo, feita mais cedo no mesmo dia, sobre o alcance de um “entendimento conjunto” com as FDS.
O acordo estabelece mecanismos amplos para a integração militar, administrativa e política, com a implementação prevista para começar na noite de terça-feira (20).
Enquanto isso, a presidência síria confirmou anteriormente que ambos os lados concordaram em integrar todas as forças militares e de segurança das FDS às estruturas dos Ministérios da Defesa e do Interior, enquanto as consultas continuam sobre os detalhes técnicos relacionados ao processo de integração.
Pelo acordo, as forças governamentais sírias não entrarão nos centros de al-Hasakah e Qamishli, permanecendo em suas periferias. Espera-se que novas discussões finalizem o cronograma e os arranjos técnicos para a integração pacífica da província de Hasakah, incluindo a cidade de Qamishli.
O governo também esclareceu que suas forças não entrarão em aldeias curdas, exceto por forças de segurança locais compostas pelos próprios membros das comunidades, de acordo com o pacto.
O cessar-fogo e o acordo de integração seguem um compromisso anterior assinado no domingo pelo presidente do governo de transição da Síria, Ahmad al-Sharaa, que incluiu a incorporação de membros das FDS em instituições estatais e a transferência da responsabilidade sobre detentos e campos do Estado Islâmico para o governo sírio, concedendo-lhe total autoridade legal e de segurança.





