O governo do Equador elevou de três para 30 dólares a tarifa cobrada pelo transporte de petróleo colombiano pelo Sistema do Oleoduto Transequatoriano (SOTE). O anúncio foi feito na segunda-feira (26) pela ministra do Meio Ambiente e Energia, Inés Manzano, ao tratar da cobrança aplicada à estatal colombiana Ecopetrol pelo uso do sistema, que é de propriedade equatoriana.
A elevação ocorre no meio de um conflito comercial e político entre os dois países. O Equador passou a aplicar, a partir de domingo, uma tarifa de 30% sobre importações da Colômbia, alegando falta de ações suficientes contra o narcotráfico na fronteira. A Colômbia respondeu com tarifa equivalente para cerca de 20 produtos equatorianos e suspendeu o fornecimento de eletricidade, área em que o Equador é deficitário.
Conforme dados citados, o SOTE transportou quase 10.300 barris por dia de petróleo colombiano em novembro, envolvendo cargas privadas e da Ecopetrol. Manzano também mencionou que o Equador pretende discutir novas tarifas no Oleoduto de Crudos Pesados (OCP), embora tenha afirmado que, nesse caso, o transporte decorre de acordo entre empresas privadas, sem detalhar se haverá aumento.
O OCP tem capacidade de 450 mil barris diários, e o SOTE, 360 mil. A produção equatoriana foi de 469 mil barris diários em novembro, conforme dados citados do Banco Central do Equador. Desde 2013, quando a Colômbia passou a usar o OCP, teriam sido transportados 46 milhões de barris de petróleo colombiano.





