O fechamento do estreito de Ormuz, embora com apenas 15 dias, já fez disparar os preços dos combustíveis no Reino Unido, onde os preços atingiram o maior valor nos últimos 18 meses.
Essa é a consequência da guerra provocada pelos EUA e “Israel” contra o Irã, onde este alertou que isso ocorreria se os beligerantes insistissem em atacar a República Islâmica. Essa é a “Promessa Cumprida” em ação de resposta pelo país islâmico ao ataque sem motivos sofrido.
A gasolina atingiu o valor de 140,28 pence após o aumento de 4,6 pence por litro. Cada pence corresponde a 0,01 (um centésimo) de libra. O governo afirma que se trata do maior aumento semanal desde a recusa pelo petróleo barato fornecido pela Rússia até 2022. Mas é claro que não dizem isso abertamente e usam de eufemismo como “turbulência no mercado global em 2022”, para encobrir as sanções dos EUA e da Otan contra a Rússia.
O preço do diesel teve aumento ainda mais significativo, quase 10 pence por litro, atingindo o valor de 158,78 pence, o nível mais alto registrado desde o final de 2023. Os aumentos elevados agora estão sendo sentidos diretamente pelos consumidores do Reino Unido, particularmente aqueles que dependem de transporte pessoal e logística.
Como o preço do barril de petróleo saiu dos 70 dólares em fevereiro e agora supera os 100 dólares, esse aumento está se refletindo nos preços dos combustíveis no Reino Unido e demais países.
A escalada da guerra contra o Irã interrompeu as principais rotas comerciais, particularmente através do estratégico e vital estreito de Ormuz, por onde circula grande parte, cerca de 20%, do petróleo que abastece a maioia das economias mundiais. A guerra afetou também significativamente os países produtores adicionais, como Iraque e Irã, acentuando a instabilidade do mercado mundial.
O ataque militar ao Irã, que rapidamente elevou a gasolina, evidenciou de forma categórica a exposição do Reino Unido às flutuações globais dos preços da energia.
Com a queda na produção interna de petróleo, o RU vem aumentando sua dependência de importações e estas chegam atualmente a 40%. Para tranquilizar o público, o governo vem afirmando que o suprimento de combustíveis está estável. Se é assim, como explicar os aumentos de preços?
Um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer disse a repórteres que “os postos de gasolina estão bem abastecidos e que a produção e importações de combustíveis continuam como de costume e sem problemas relatados”.
Porém, economistas alertam que o aumento do preço dos combustíveis pode ter um impacto mensurável na inflação nos próximos meses. Dan Hanson, economista-chefe do Reino Unido na plataforma Economia Bloomberg, estimou que a alta pode acrescentar aproximadamente 0,3 ponto percentual à taxa de inflação no Reino Unido em março.
Como as famílias já estão sofrendo enorme pressão pelo custo de vida, esse aumento extra pode comprometer os esforços do governo em estabilizar a economia.
Para tentar diminuir o impacto dos aumentos, o governo aumenta a pressão sobre os comerciantes varejistas de combustíveis e fornecedores de energia para limitar os aumentos de preços
A chanceler do Tesouro, Rachel Reeves, entrou formalmente em contato com o órgão de fiscalização da concorrência do país, pedindo que ele permaneça em alerta máximo “por aumentos injustificáveis nos preços de gás, diesel e óleo para aquecimento.” Punições poderão ocorrer.
Enquanto isso, a própria chanceler sofre pressão interna para não concretizar os aumentos de impostos sobre os combustíveis programados para setembro, já que as elevações prejudicam os consumidores.
O governo já introduziu medidas de apoio direcionadas para famílias de baixa renda que dependem de óleo para aquecimento. A maioria das famílias do Reino Unido permanece temporariamente protegida por um limite de preço da energia, que deve reduzir as contas domésticas de energia em abril por um período de três meses antes de ser reavaliada.
Já não bastava a enorme crise que vivemos no capitalismo e mesmo assim o imperialismo, por um misto de desespero e incompetência, provoca uma escalada sem precedentes na crise para tentar subjugar mais um país soberano às suas garras mortais. Isso acelera a crise e pode provocar amplos movimentos revolucionários pelo mundo.




