Trabalhadores do Museu do Louvre, em Paris, decidiram nesta segunda-feira (5) retomar a greve iniciada em 15 de dezembro e suspensa durante o fim de ano. A paralisação ocorre em protesto contra condições de trabalho e contra a falta de pessoal no museu, que reabrirá parcialmente.
Segundo os sindicatos CFDT e CGT, a retomada foi aprovada “por unanimidade” em assembleia, diante da avaliação de que não houve “avanços suficientes” nas negociações com o Ministério da Cultura francês. Valérie Baud, representante do CFDT, afirmou que “cerca de 350 pessoas, de diferentes departamentos — administradores, curadores, pessoal de apoio — votaram por unanimidade” pela retomada.
A direção do Louvre informou que o museu funcionará de forma “parcial” e que o “tour das obras-primas”, que inclui a Mona Lisa, a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia, ficará disponível ao público.
Entre as reivindicações, os funcionários destacam a falta de trabalhadores, principalmente na vigilância das salas, e protestam contra o aumento do preço dos ingressos para turistas não europeus, medida prevista para entrar em vigor em 14 de janeiro.
O Louvre também foi alvo de críticas quando quatro homens invadiram o local por uma janela e fugiram com joias avaliadas em mais de 100 milhões de dólares em 19 de outubro.





