Guerra no Oriente Próximo

Fechamento de Ormuz leva imperialismo ao desespero

Preços internacionais do petróleo subiram 12% desde o início da guerra, sendo negociados na terça-feira em torno de 81 dólares o barril

O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) anunciou nesta quarta-feira (4) a ocupação e o controle operacional completo do Estreito de Ormuz. A medida, descrita pelo comando naval iraniano como uma “resposta soberana à agressão sionista-norte-americana”, já provocou uma série de consequências desastrosas para o comércio de petróleo e gás (hidrocarbonetos).

Dados de monitoramento marítimo da plataforma Marine Traffic e consultorias como a Kpler confirmam que o tráfego de embarcações na região sofreu uma redução drástica de 90% nas últimas 24 horas. Estima-se que mais de 54 milhões de barris de petróleo estejam retidos em navios fundeados ou em tanques de armazenamento que atingiram sua capacidade máxima na Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos.

De acordo com um alto comandante da Marinha do CGRI, o controle está sendo exercido de forma “inteligente e seletiva”. A República Islâmica do Irã estabeleceu novos protocolos de passagem:

  • Bloqueio total: embarcações com bandeiras dos Estados Unidos, Reino Unido ou qualquer navio destinado a portos ocupados por “Israel” estão terminantemente proibidos de transitar.
  • Identificação obrigatória: Navios de “nações amigas” só podem atravessar mediante autorização prévia e inspeção eletrônica das forças iranianas.
  • Uso de força: Mais de 10 navios e petroleiros que tentaram violar as novas normas de navegação foram alvos de ataques de precisão nos primeiros dias de guerra.

De acordo com artigo publicado nesta quarta-feira (4) pelo jornal norte-americano The New York Times, cerca de 80 navios-tanque de óleo e gás passavam normalmente pelo Estreito de Ormuz — algo em torno de 20% de todo o tráfego mundial de hidrocarbonetos. Na segunda-feira (2), apenas dois navios-tanque parecem ter cruzado o estreito, de acordo com uma análise do jornal sobre a atividade de navegação da Kpler. Na terça-feira, apenas um navio teria passado.

Os preços internacionais do petróleo subiram 12% desde o início da guerra, sendo negociados na terça-feira em torno de 81 dólares o barril, e os preços do gás natural dispararam na Europa e na Ásia. A situação já começa a preocupar o grande capital, como pode ser visto no trecho abaixo do artigo de The New York Times:

“A redução drástica no tráfego de navios-tanque está diminuindo a oferta de petróleo e gás para os mercados mundiais, elevando os preços de ambas as commodities. Quanto mais tempo os navios ficarem longe do Estreito de Ormuz, menos óleo e gás chegarão ao mundo, o que pode aumentar os preços ainda mais.”

Além dos navios-tanque, outras grandes embarcações passam regularmente pelo estreito, incluindo transportadores de veículos e navios de contêineres. Em condições normais, quase 160 realizam a viagem diariamente.

O petróleo e o gás que normalmente passam por ali vêm de grandes países produtores como Arábia Saudita, Iraque, Irã e Emirados Árabes Unidos. Em 2024, mais de 80% do óleo e gás transportados por Ormuz foram para a Ásia. China, Índia, Japão e Coreia do Sul foram os principais importadores. A situação levou The New York Times a declarar:

“Os países possuem estoques de energia que podem durar pelos próximos meses, mas uma paralisação contínua do estreito pode prejudicar seriamente suas economias.”

Enquanto a imprensa imperialista se desesperava com o impacto econômico da guerra, a Força Aeroespacial do CGRI, anunciou a fase mais devastadora da Operação Promessa Cumprida 4. Batizada com o nome de código “Ya Hassan ibn Ali”, a décima oitava onda de ataques marcou um salto qualitativo no conflito, utilizando uma coordenação sem precedentes entre mísseis balísticos de alta precisão e enxames de veículos aéreos não tripulados (VANTs) de nova geração. O comando militar iraniano confirmou que os alvos foram rigorosamente selecionados para paralisar a infraestrutura de guerra dos Estados Unidos e de “Israel” na região, focando especificamente em centros de comando, bases aéreas e sistemas de monitoramento por radar que sustentam a agressão contra o território persa.

O grande diferencial desta ofensiva foi a estreia operacional do Hadid 110, um VANT de propulsão a jato e alta velocidade projetado para funções suicidas de precisão. Relatórios de inteligência indicam que estes dispositivos foram empregados para saturar e destruir as baterias do sistema de defesa THAAD em pelo menos três países diferentes, criando corredores cegos nas redes de vigilância norte-americanas. Simultaneamente, mísseis da família “Sijil” e “Fattah” atingiram pontos estratégicos no coração dos territórios ocupados, incluindo bases próximas a Telavive e Haifa. O impacto da onda 18 foi tamanha que até mesmo jornais imperialistas, como o jornal New York Times, foram forçadas a admitir, através de imagens de satélite, danos severos em terminais de comunicação SATCOM e radares AN/TPY-2, vitais para a interceptação de projéteis.

A coordenação desta fase da operação se somou à ações do Hesbolá no Líbano e da Resistência Islâmica no Iraque. Enquanto o CGRI lançava seus projéteis de longo alcance, a resistência libanesa utilizava VANTs de ataque contra a Base Aérea de Palmachim e radares do “Domo de Ferro”, impedindo que os sistemas israelenses pudessem oferecer uma resposta organizada. No Iraque, a base ocupada de Erbil foi alvo de um enxame de VANTs. O porta-voz das Forças Armadas iranianas reiterou que esta ofensiva prova a capacidade do país em sustentar um ritmo de combate de alta intensidade por tempo indeterminado, deixando claro que o custo da agressão imperialista continuará a subir exponencialmente a cada hora de persistência do inimigo.

As ações da resistência iraniana também atingiram o imperialismo nos mares. Um destróier da classe Arleigh Burke da Marinha dos Estados Unidos foi atingido por um míssil balístico antinavio disparado pelas forças iranianas no Mar Arábico, durante a madrugada desta quarta-feira (4).

O ataque ocorreu no momento em que o navio de guerra realizava uma manobra de reabastecimento junto a uma embarcação de suprimentos norte-americana. Segundo fontes do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) e agências de monitoramento como a UKMTO, o projétil atingiu a seção central da embarcação, gerando colunas de fumaça visíveis a quilômetros de distância.

O CGRI reivindicou a autoria do disparo, classificando-o como parte da Operação Promessa Cumprida 4. De acordo com o comunicado oficial, o uso de mísseis balísticos contra alvos móveis em alto-mar demonstra a ineficácia dos sistemas de interceptação Aegis diante da tecnologia de manobra terminal iraniana. Este é o primeiro registro direto de um dano severo a uma unidade de superfície da Marinha norte-americana nesta escala desde o início da guerra. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o número exato de baixas entre a tripulação, embora equipes de emergência continuem combatendo as chamas para evitar o naufrágio ou a perda total dos sistemas eletrônicos do navio.

Nos territórios palestinos ocupados pelo Estado de “Israel”, os mísseis iranianos seguem deixando um rastro enorme de destruição. O Estado-Maior do Exército de “Israel”, em Telavive, foi atingido por três ataques sucessivos de mísseis de precisão, enquanto sistemas de defesa aérea da República Islâmica do Irã neutralizaram veículos aéreos não tripulados (VANTs) de última geração sobre o território persa.

A incursão contra o coração militar de “Israel” focou no gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netaniahu e a Força Aérea. Os três mísseis com impacto direto sobre o Estado-Maior resultaram na eliminação de oficiais de ligação de alto nível. A precisão dos projéteis iranianos expôs a vulnerabilidade do comando central israelense, mesmo sob a proteção de camadas múltiplas de defesa antiaérea.

Simultaneamente, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) confirmou o sucesso de um ataque com VANTs contra a estação da CIA na Arábia Saudita. O alvo foi o escritório operacional da agência localizado dentro do complexo da Embaixada dos EUA em Riade.

Prejuízo bilionário

Relatórios produzidos pela consultoria Anadolu e pelo serviço chinês MizarVision confirmam que os danos materiais sofridos pelas forças dos Estados Unidos e de “Israel” já ultrapassam a marca de 1,9 bilhão de dólares. Em apenas cinco dias de conflito, o uso de ataques de saturação pelo Irã e pelo Eixo da Resistência resultou na destruição de componentes vitais da arquitetura de defesa aérea e comunicação no Oriente Médio.

O prejuízo mais significativo ocorreu na Base Aérea de Al-Udeid, no Catar, onde um sistema de radar de alerta precoce AN/FPS-132, avaliado em 1,1 bilhão de dólares, foi neutralizado por um impacto direto. Outros ativos de alto custo incluem:

  • Sistemas THAAD: Destruição de radares AN/TPY-2 nos Emirados Árabes Unidos (cerca de US$500 milhões).

  • Aviação: Abate de três caças F-15E Strike Eagles em um incidente de fogo amigo provocado por interferência de guerra eletrônica no Cuaite (US$282 milhões).

  • Comunicações: Perda de dois terminais de satélite AN/GSC-52B na sede da Quinta Frota, no Barém.

O relatório também indica que as forças da coalizão dispararam cerca de 800 mísseis interceptores (Patriot e THAAD) em apenas 72 horas. O volume excede a capacidade de produção anual dos Estados Unidos (600 Patriot/ano), deixando as bases remanescentes vulneráveis a novas ondas de ataques de saturação.

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