O ministro da Justiça e do Direito da Colômbia, Andrés Idárraga, denunciou que ele e sua família estavam sendo vítimas de espionagem. Segundo um relatório forense, seu telefone foi invadido através do software espião Pegasus, uma ferramenta de vigilância de alto nível criada pela empresa privada de espionagem israelense NSO Group.
O relatório indica que a infiltração ocorreu a partir de 1º de agosto de 2025. Segundo a investigação, os invasores ativaram remotamente a câmera e o microfone do celular em 134 ocasiões, permitindo o monitoramento de reuniões privadas e conversas pessoais.
Nessa mesma linha, conforme detalhou Idárraga, “entre agosto e novembro de 2025, extraíram informações privadas do meu celular (2,3 gigas), incluindo denúncias de corrupção e minhas fontes. Foram registradas mais de 8.700 infiltrações no telefone”.
O Pegasus, conhecido por sua capacidade de burlar a criptografia de aplicativos como WhatsApp ou Telegram, teria sido utilizado para extrair informações sensíveis enquanto Idárraga desempenhava funções de destaque no regime colombiano.
“A infiltração teria sido ordenada pelo Ministério da Defesa, utilizando verbas reservadas e estruturas de contrainteligência do Estado (do Exército) para perseguir quem realiza investigações de corrupção”, denunciou Idárraga em seu perfil na Internet.
Da mesma forma, ele detalhou que estavam montando uma campanha de difamação contra ele “pelas informações que vinha recebendo sobre diversos casos de corrupção (de todos os níveis e tipos) dentro das forças militares”.
Diante dos fatos, o caso já foi levado ao conhecimento da Procuradoria-Geral da Nação e da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). O objetivo da denúncia é determinar se a ordem de interceptação foi uma ação isolada ou se responde a uma diretriz de altos comandos para obstruir as investigações de corrupção que o ministro realizava desde sua etapa na Secretaria de Transparência.




