Oriente Médio

EUA sacam armas e impedem inspeção após drone cair em base no Líbano

Um drone não identificado foi abatido nas primeiras horas de 17 de fevereiro de 2026 sobre a Base Aérea de Hamat

Um drone não identificado foi abatido nas primeiras horas desta terça-feira (17) sobre a Base Aérea de Hamat, no norte do Líbano, após invadir o espaço aéreo da instalação que abriga também forças norte-americanas. Segundo denúncia do portal de notícias The Cradle, as tropas dos Estados Unidos impediram autoridades libanesas de inspecionar o que restou do drone, apontando armas àqueles que se aproximaram.

O incidente, revelado por uma fonte de segurança libanesa ao The Cradle, ocorreu quando a segurança da base interceptou o drone, fazendo-o cair em área de mata próxima. Patrulhas da polícia municipal de Hamat e das Forças Armadas Libanesas (LAF) dirigiram-se ao local para examinar a aeronave abatida. No entanto, pessoal militar norte-americano interveio, sacando armas e bloqueando a aproximação de oficiais libaneses, inclusive o prefeito local, sob alegação de que o drone poderia estar armadilhado com explosivos.

As autoridades libanesas não conseguiram tomar posse dos escombros. Posteriormente, oficiais dos EUA informaram que o drone não se encontrava mais no ponto inicialmente identificado como local da queda. Um general norte-americano estacionado na base tentou contatar o prefeito de Hamat para se desculpar, mas o governante libanês recusou o pedido de desculpas, criticando o comportamento das forças estrangeiras hospedadas na instalação.

O episódio expressa o nível das tensões no Líbano após o cessar-fogo de novembro de 2024 com “Israel”. Desde então, o exército israelense registrou mais de 12 mil violações da soberania libanesa, incluindo mais de oito mil invasões de espaço aéreo e cerca de 700 ataques aéreos. Esses ataques resultaram em 343 assassinatos e quase mil feridos, com dezenas de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças.

“Israel” mantém presença militar ativa em vários postos fronteiriços em território libanês, dificultando o retorno de mais de 64 mil pessoas expulsas de suas terras após a agressão sionista que deixou amplas zonas do sul inabitáveis. O ministro da “Defesa” israelense, Israel Katz, declarou, na quarta-feira (18), que a presença em cinco pontos no sul do Líbano “não faz parte do acordo de cessar-fogo, mas nós a impusemos, e os Estados Unidos aceitaram”.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) também documentou violações recentes. Em fevereiro, perto de Kfar Kila, no sul, tropas da UNIFIL observaram um drone israelense carregando um objeto não identificado, considerado ameaça imediata. O aparelho aproximou-se, lançou granada de atordoamento que explodiu a cerca de 50 metros dos capacetes azuis e seguiu para território israelense. A missão da ONU classificou a ação como violação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, descrevendo o emprego de drones armados dessa forma como “inaceitável”.

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