Os Estados Unidos realizaram na segunda-feira (9) mais um ataque militar contra uma embarcação no Oceano Pacífico oriental, resultando no assassinato de duas pessoas. A ação foi confirmada pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos, que classificou a operação como um ataque “cinético letal” autorizado pelo general Francis L. Donovan, recém-empossado no comando da estrutura militar responsável pela região.
De acordo com o comunicado oficial, a embarcação atingida estaria envolvida em operações de tráfico de drogas e navegava por rotas consideradas “conhecidas” no Pacífico Oriental. O ataque deixou ainda um sobrevivente, que, segundo as autoridades norte-americanas, conseguiu escapar e está sendo procurado. Após a ação, o Comando Sul informou ter acionado a Guarda Costeira para realizar operações de busca e resgate, sem divulgar detalhes sobre o estado de saúde do sobrevivente nem sobre as condições da operação.
O próprio Comando Sul dos Estados Unidos divulgou um vídeo de curta duração mostrando o momento em que a embarcação é atingida por explosões. Nenhuma informação foi fornecida sobre a identidade das vítimas, a nacionalidade dos ocupantes do barco ou a quantidade de drogas que supostamente estaria sendo transportada.
On Feb. 9, at the direction of #SOUTHCOM commander Gen. Francis L. Donovan, Joint Task Force Southern Spear conducted a lethal kinetic strike on a vessel operated by Designated Terrorist Organizations. Intelligence confirmed the vessel was transiting along known narco-trafficking… pic.twitter.com/fa5vppjcCy
— U.S. Southern Command (@Southcom) February 10, 2026
Este foi o terceiro ataque desse tipo realizado em 2026. Desde o início da agressão militar lançada em setembro do ano passado, os Estados Unidos mantêm o maior destacamento naval e aéreo na região em décadas, com presença constante no Caribe e no Pacífico. Os EUA sustentam que a campanha tem como objetivo o combate ao narcotráfico proveniente da América Latina, direcionando acusações especialmente contra Venezuela e Colômbia. No entanto, até agora, absolutamente nenhuma prova das alegações norte-americanas foi apresentada.
Segundo dados divulgados por autoridades dos EUA e citados pelo jornal The New York Times, já foram realizados 38 ataques contra embarcações “suspeitas” desde o início da operação, com um saldo de aproximadamente 130 mortos. Apenas três pessoas teriam sido resgatadas com vida após ataques aéreos desde setembro. Em um dos episódios anteriores, ocorrido em 23 de janeiro, um sobrevivente nunca foi localizado e acabou sendo dado como morto.
As ações militares no mar se intensificaram após a escalada da ofensiva norte-americana contra a Venezuela. No início de janeiro, os Estados Unidos atacaram o país e sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, levando ambos para território norte-americano sob acusações de tráfico de drogas. Desde então, os bombardeios a embarcações classificadas como “suspeitas” se tornaram menos frequentes.


