O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria instruído comandantes de operações especiais americanas a desenvolver um plano de invasão militar visando a Groenlândia, de acordo com uma reportagem do Daily Mail que cita fontes informadas. O relatório identifica o conselheiro sênior de políticas de Trump, Stephen Miller, como um dos principais defensores do plano.
Em dezembro de 2025, Trump nomeou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como seu enviado especial para a Groenlândia. Landry confirmou que os Estados Unidos pretende transformar a Groenlândia em um território seu, uma declaração que atraiu forte condenação da Dinamarca e da Groenlândia.
O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, expressou “extrema indignação” e disse que o embaixador dos EUA em Copenhague seria convocado para esclarecimentos. Enquanto isso, a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen e o primeiro-ministro groenlandês Jens-Frederik Nielsen emitiram uma declaração conjunta alertando os Estados Unidos contra qualquer tentativa de invasão, exigindo respeito pela sua integridade territorial compartilhada.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou na quarta-feira (8) que planeja se reunir com autoridades dinamarquesas na próxima semana para discutir a questão da Groenlândia. O anúncio veio em resposta à crescente pressão da imprensa sobre o silêncio do governo norte-americano em relação às tentativas diplomáticas da Dinamarca.
Questionado se os EUA descartariam uma intervenção militar na Groenlândia, Rubio recusou-se a dar uma resposta definitiva.
A Groenlândia, ex-colônia dinamarquesa até 1953, permanece parte do Reino da Dinamarca, mas obteve autonomia em 2009, o que lhe dá controle sobre sua governança interna e assuntos domésticos. A Dinamarca mantém o controle sobre a política externa e a defesa da ilha.





