Os EUA e “Israel” assassinaram mais de 180 estudantes universitários e dezenas de professores iranianos durante a recente guerra de agressão contra o Irã. A informação foi confirmada pelo ministro da Ciência, Pesquisa e Tecnologia do país, Hossein Simaei, que denunciou ainda a destruição de universidades, laboratórios e centros de pesquisa civis.
Em visita ao Instituto de Pesquisa Aeroespacial do Irã, Simaei declarou que os estudantes e professores assassinados já foram identificados e afirmou esperar que a comunidade acadêmica dê continuidade ao trabalho interrompido pelos bombardeios. Segundo ele, a ofensiva faz parte de uma série de “crimes científicos” cometidos pela aliança entre Washington e o sionismo.
O ministro afirmou que o próprio instituto visitado por ele, voltado para pesquisas não militares em áreas como biologia, agricultura e topografia, foi atacado duas vezes. Ao denunciar a operação, destacou que se tratava de um centro de pesquisa civil, destruído em meio a uma ofensiva deliberada contra a infraestrutura científica do país.
Simaei citou ainda o caso do professor Saeed Shamghadri, da Universidade Iraniana de Ciência e Tecnologia, assassinado no ataque junto com seus dois filhos. O ministro apresentou o episódio como um exemplo do caráter da agressão, que não se limitou a instalações materiais, mas atingiu diretamente pesquisadores, professores e suas famílias.
De acordo com ele, mais de 20 universidades estatais e vários institutos de pesquisa foram atingidos, provocando grande destruição física e perdas humanas de importância para o desenvolvimento científico do país. O presidente da Universidade Islâmica Azad, Bijan Ranjbar, informou, por sua vez, que 110 estudantes da instituição foram assassinados e que 21 unidades universitárias sofreram danos. Além disso, quatro professores, dois funcionários e dois estudantes das escolas SAMA também foram assassinados.
Um dos ataques citados ocorreu em 6 de abril, quando a Universidade Sharif de Tecnologia, uma das principais instituições de engenharia do Irã, foi bombardeada. O Centro de Computação de Alto Desempenho, utilizado por mais de três mil pesquisadores em áreas como inteligência artificial e ciência da computação, ficou gravemente danificado. Laboratórios, edifícios de ensino, uma mesquita próxima e outras instalações acadêmicas também foram atingidos.
Segundo as autoridades iranianas, o bombardeio à Universidade Sharif seguiu o mesmo padrão de outros ataques contra centros de pesquisa de destaque, como o Instituto de Pesquisa em Laser e Plasma da Universidade Shahid Beheshti, o Instituto Pasteur e um laboratório de desenvolvimento de satélites da Universidade de Ciência e Tecnologia.
Simaei declarou ainda que o governo iraniano está documentando todos os danos causados às universidades e a centros de pesquisa conforme critérios internacionalmente aceitos, com o objetivo de apresentar ações judiciais nos tribunais internacionais. Ao mesmo tempo, anunciou que estudantes e professores iranianos expulsos de universidades norte-americanas em meio à guerra poderão retomar seus estudos no Irã, em instituições equivalentes.





